quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Anúncio DN - Dia 7 de Dezembro

Olá, Pessoal!
Vim informar-vos (especialmente os leitores portugueses) que amanhã, dia 7 de Dezembro, o meu segundo livro "Encontro com o Passado" vai ser divulgado no Diário de Notícias.



Aproveitem para comprar quem puder e quiser!

Obrigada!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Este Natal ofereça um livro!

Olá, Pessoal!

Este Natal ofereça um livro! 
Envie-me mensagem privada na minha Página de Facebook e reserve o seu exemplar.


Feliz Natal!

Não participação no Desafio de Novembro

Olá, Pessoal!
Vocês sabem que eu sempre tenho participado nos Desafios da página de Facebook Ficwriter Facts, porém, neste mês não estou a participar.

O Desafio de Novembro é para escrever 100 palavras todos os dias.

Achei um desafio complicado para mim e, por isso, não comecei nem irei algum dia participar a meio.

Esperarei pelo Desafio de Dezembro.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Spot Televisivo do livro Encontro com o Passado

Olá, Pessoal!

Já informei na  Página do Facebook aos leitores portugueses que hoje, quarta-Feira, dia 15 de Novembro seria transmitido o Spot Televisivo do segundo livro "Encontro com o Passado" no canal TVI24 entre as 10:00h e as 13:00h.

Mostro agora aqui no blogue o Spot televisivo:


Quem conseguiu ver comente!

Obrigada!

sábado, 11 de novembro de 2017

domingo, 5 de novembro de 2017

Livro Encontro com o Passado à venda!

Olá, Pessoal!

Vim informar-vos que já acrescentei uma nova página no blogue: Livros.
Aqui terão o link para quem quiser comprar o livro "Encontro com o Passado".



Beijos e obrigada!

As perguntas e respostas do dia do lançamento

Olá, Pessoal!

Deixo aqui também as vossas perguntas e as respostas (mais curtas do que respondi na noite anterior) quanto ao livro "Encontro com o Passado".



1- Porque alteraste o título da versão livro de Encontro com o 666?
R: Porque o tema principal na versão blogue era descobrir o culpado dos crimes, na versão livro é o encontrar o passado. As personagens Patrícia e Diana vão regressar à escola.

2- O que mais te inspirou para escrever o livro?
R: Os meus colegas de turma.

3- O que achas que é mais importante neste livro: trama ou personagens?
R: Sem as personagens, a trama/enredo deixa de fazer sentido. Sem boas personagens não há um bom enredo/trama.

4- Qual foi a parte que mais demoraste para escrever e qual foi a parte que mais te emocionaste a escrever?
R: A que mais demorei foi tentar resolver as razões do assassino, a ligação dele com o livro anterior. A que mais me emocionei foi o reencontro entre as personagens do livro anterior: Patrícia, Diana, Sofia, José, Bernardo e Gonçalo.

5- Como foram criados os nomes das personagens “Fantasia dos Prazeres”, “Desejos Proibidos”, Carolina e Diogo Sagres?
R: Desejos Proibidos não lembro ao certo, mas como a personagem estava num ramo proibido saiu, então, desejos (relativo a sexualidade) e proibidos. Carolina e Diogo Sagres são personagens com problemas com a bebida. Sagres é o nome de uma cerveja em Portugal. Ficou Sagres o apelido deles. Já Fantasia dos Prazeres não fui eu que a criei, foi uma colega de turma minha, e, tal como ela me respondeu e eu disse na noite do lançamento, é o "nome gerado pelos encantos da fantasia, nos subúrbios da imaginação perversa".

6- Se te propusessem reescrever a história noutro género literário, que género escolherias?
R: Comédia, porque é o género que também está no livro. Escrevia uma história parecida com os filmes Scary Movie. Terror misturado com comédia.

7- Tens algum método de escrita? Algum género de horário para escrever? Como é a tua rotina de escrita?
R: Não tenho horário, mas sempre que escrevo tenho que ouvir música. E ouço de tudo um pouco.

8- Sabe-se que o português de portugal é, apesar de ser o mesmo idioma, diferente do falado no Brasil. Eu que sou brasileiro vou sentir dificuldade ao ler o seu livro?
R: Penso que não. Uso muito a palavra "rapariga", que em alguns estados no Brasil é uma mulher "fácil", mas penso que é de bom entendimento.

9- Tiveste dificuldade a escrever qualquer uma das versões?
R: Sim. Quanto ao assassino, principalmente.

10- As personagens são realmente parecidas com os teus colegas de turma?
R: Quanto à forma de agir e pensar são iguais, mas têm aquela ficção do policial e mistério.

11- Diz algumas curiosidades ou capítulos que escreveste que não colocaste na versão final?
R: Pensei em matar a Patrícia em vez da Mafalda no final do livro "A Escola do Terror" (algo que vocês, leitores, já imaginavam), tinha ideia de matar três personagens no livro "Encontro com o Passado", no prólogo decidi colocar a personagem Márcia ou a Mafalda, mas na primeira opção iria irritar os leitores e na segunda opção o prólogo iria tornar-se muito "pesado" em termos de drama. Decidi então criar uma nova personagem.

Espero ter respondido bem a todas as perguntas!

O texto e o discurso da noite do lançamento

Olá, Pessoal!
Deixo aqui o texto do Fãs da Diana Pinto e o discurso do meu colega de turma na noite de ontem.



O texto lido pela minha colega, Ana Catarina:

"Antes de mais, temos que começar por agradecer à pessoa que nos está a representar (novamente) neste segundo lançamento. Em segundo lugar, queremos agradecer à Chiado Editora por apostar nesta jovem escritora que, mesmo sendo nova, não deixa de ter um grande talento. Infelizmente, não estamos presentes fisicamente, mas queremos deixar este pequeno texto que tem mais coração que palavras. O Afonso, o leitor brasileiro que, inicialmente, fazia parte da nossa equipa de leitores da Diana deixou a nossa equipa em Fevereiro do ano passado, mas não deixou de estar presente nestas palavras e nem deixou de ser um dos muitos leitores da Diana. Aliás, até nos ajudou a incluir os leitores brasileiros da autora espalhados por vários estados que, por viverem separados por um oceano, não puderam claramente estar presentes. Não pudemos esquecer que foi o Afonso quem teve a ideia de criar uma página de apoio às histórias da Diana e sempre iremos agradecer a ele esta sua iniciativa. A Sílvia e o Vasco apenas se juntaram à equipa. É com orgulho que dizemos que temos a página de apoio desde o dia 30 de Setembro de 2012, três anos depois do blog da Diana ter sido criado.

O que falar da sua obra “Encontro com o Passado”? Durou pouco mais de um ano no blog com o título de “Encontro com o 666” e trouxe muitos novos leitores para o blog. Depois da versão blog de “A Escola do Terror”, esta foi a segunda história mais apreciada pelos leitores. E também depois de “A Escola do Terror”, esta era a segunda história mais pedida pelos leitores para ser transformada em livro. Tinha várias semelhanças com a história anterior, mas tinha personagens mais complexas e uma forma de escrever mais adulta. Tudo passado numa escola, mas um ano de escolaridade diferente. No blog foi chamada de a quarta parte d’ “A Escola do Terror”, mesmo nem sendo uma continuação da história anterior. A verdade é que a vontade dos leitores de ter uma continuação, aconteceu em livro com este segundo lançamento. “Encontro com o Passado” é a ansiada continuação da versão livro de “A Escola do Terror”. Mas somos questionados com o facto de a autora ter alterado o título desta nova versão. Talvez tenhamos a resposta esta noite.

Estamos a falar muito das semelhanças de “Encontro com o Passado” com o anterior livro, mas, a verdade, é que as únicas semelhanças são apenas devido aos personagens caricatos e à escola (que continua a ser um terror). A verdade é que no livro anterior tínhamos apenas alunos comuns com problemas pessoais que se sobreassaíam ao longo dos capítulos como sendo podres para um possível assassino. Neste livro temos personagens mais adultas: Polícias que se fazem passar por alunos para encontrarem um assassino, acompanhantes de luxo que remetem para uma pequena comédia apenas para enganar os leitores acerca do assassino (e isso a Diana faz muito bem!), alunos com problemas com a bebida ou droga, uma personagem que se diz católica, mas que teve os seus pecados. Sem falar dos temas retratados no livro como gravidezes indesejadas, relações amorosas que não passam de relações sexuais, anabolizantes que são usados por jovens atletas, o falso catolicismo, entre outros.

Não podemos deixar de retratar o facto de duas personagens do primeiro livro terem vindo parar para este segundo: Patrícia e Diana. Patrícia, que perdeu a irmã gémea no livro anterior e que neste livro é professora na mesma escola onde perdeu a irmã, e Diana que se tornou detetive e que está a tentar resolver os homicídios. Acreditamos que quem leu o primeiro livro, com certeza irá se emocionar com alguns capítulos descritos. Especialmente quem gostava da personagem irmã gémea de Patrícia.

Alguns leitores do Brasil pediram-nos que falássemos um pouco também em nome deles sobre o lançamento deste livro.
A Daniele Ferreira, leitora desde 2011 e que também fazia (e faz) as capas para o blog da Diana, escreveu o seguinte (um pouco alterado para Português de Portugal): “Já são quase seis anos a acompanhar a Diana e eu não tenho palavras para expressar a alegria que é ver ela chegar onde chegou. Aqui, bem aqui. Eu lembro-me perfeitamente do dia em que eu disse que iria ler um livro dela, e logo após o segundo, o terceiro... enfim, Diana, eu espero que os próximos anos sejam repletos de sucesso e de muita, muita criatividade! Os meus parabéns!”
Já a Catharina Bianchi, leitora da Diana desde 2010, escreveu: “Tu sabes que és excelente em tudo que fazes e escrever não é excepção. E como um bom artista nunca pára, espero ansiosamente pelos teus futuros contos destemidos, seja no blog ou seja em livro!”
Temos também que colocar nestas nossas palavras a Fernanda Carolina, que mesmo não tendo tido tempo para nos dar algumas palavras de incentivo e apoio, foi a primeira brasileira a comprar o primeiro livro da Diana e continua a ler cada atualização nova que a autora coloca nas suas redes sociais e no seu blog.

Concluindo estas nossas palavras, “Encontro com o Passado” não foi apenas especial para a autora, foi também para nós, leitores, que sonhávamos com uma versão em livro de uma jovem escritora que, mesmo sendo nova, escreve de uma forma clara e prende o leitor à escrita.
Em Agosto de 2013 tivemos o final de “Encontro com o 666”, esta noite temos a versão livro desta história transformada em “Encontro com o Passado”.
Obrigado Diana, por nos teres trazido uma história inesquecível e principalmente, agradecemos à Chiado Editora por nos conseguir concretizar este sonho que era ver mais uma história em livro em que pudéssemos guardar na estante do nosso quarto ou guardar na mesa de cabeceira lendo um pouco durante a noite."

E o discurso do meu colega, Pedro Guerra:

"Cara Diana Pinto, ilustre autora desta obra 
Minhas Senhoras e Meus Senhores, 

Foi com muita honra que acedi a este convite para estar presente aqui hoje, nesta mesa de apresentação do livro “Encontro com o passado”. 
Gostaria, em primeiro lugar, de agradecer à autora o convite. Em segundo lugar, agradecer também à editora por dar a oportunidade à autora de publicar esta obra. É importante que haja espaço no mercado livreiro português para obras de novos escritores e não apenas para os escritores já presentes no mercado. Foi também por isso que aceitei estar aqui hoje, na presença de todos vós, com a certeza de que é necessário impulsionar a diversidade de estilos de escrita no nosso país. 
Antes de mais, penso ser relevante salientar que esta obra não nasceu fruto do acaso. Com isto, quero dizer que não constitui, para mim, uma surpresa que tenha sido a Diana, minha colega de turma no secundário, a escrever este livro. Desde os primeiros tempos do secundário que me habituei a ouvir a Diana e algumas das personagens deste livro (agora na vida real) a falar, durante os intervalos ou os almoços, sobre filmes de terror, cultura satânica e outros elementos do chamado mundo dark. As personagens são inspiradas na turma que todos integrávamos na altura, pelo que me parece natural e nada forçado que o livro tenha assumido este carácter e este tema, embora com algumas alterações. Sou da opinião de que este livro espelha a diversidade da turma do secundário na qual a autora se inspirou para criar as personagens. Mais do que isso, penso que contribuiu para reforçar a identidade da turma e criar uma espécie de “livro de memórias” dos três anos de secundário. Como se fosse um “livro de memórias” individual, que sentimos como nosso, mas simultaneamente colectivo, partilhado entre todos. 
Não podia também deixar de referir as personagens Fantasia dos Prazeres e Desejos Proibidos, que, a meu ver e recuperando o que já disse sobre o contexto da obra, se enquadram plenamente nesse contexto – o secundário é o tempo da adolescência, da descoberta da sexualidade, da apetência por pisar o risco que todos nós, colegas de turma, enfrentámos. Estas personagens retratam, de forma tão lúdica quanto pedagógica, esse período marcante das nossas vidas e acrescentam uma boa dose de entusiasmo à obra. Embora tenha conteúdo sexual, acaba por ficar bem enquadrado e não desvirtuar o propósito dark da obra. Por fim, destaco a fluência da leitura – frases curtas e assertivas, diálogos directos e sem rodeios. A própria cadência dos capítulos fazia-nos a nós, leitores, ficar ansiosos pelo capítulo seguinte e essa é uma capacidade ao alcance de poucos. 
Aconselho todos a seguirem esta autora, a quem desejo os maiores sucessos, que já publicou várias histórias e, acima de tudo, disponibiliza no seu blog uma parte significativa das mesmas, o que é de louvar no que toca à democratização da leitura e da escrita, que deve estar ao alcance de todos. 
Obrigado pela vossa atenção."

Obrigada!

Agradecimentos

Olá, Pessoal!



Ontem, como sabem, foi o dia do lançamento do livro "Encontro com o Passado". Não achei que aparecesse tanta gente ontem em Lisboa na Avenida de Liberdade no Chiado Café Literário. Afinal, o tempo não estava muito bom.
A noite do lançamento correu bem! Ficou uma sala acolhedora.

O texto do Fãs da Diana (onde a Sílvia e o Vasco fazem parte da equipa) foi lido por uma colega de turma do secundário, a Ana Catarina.
Foram palavras incríveis de dois simples leitores com um coração enorme e que me têm apoiado todos estes anos.
No final destas palavras faladas pela Ana, aplausos foram-se ouvidos.

Mas antes, o representante da editora falou e um outro colega de turma meu, Pedro Guerra, também leu o seu discurso.
Também aplausos foram ouvidos.

Agradeço a todos aqueles que estiveram presentes ontem: amigos e ex colegas de turma, amigos dos meus pais e familiares.
Agradeço à Ana Catarina por ter lido o papel, pois foi a "voz" da equipa do Fãs da Diana e ao Pedro Guerra pelo lindo discurso que colocou toda a gente atenta.

Para quem acabou por me confirmar que ia e não foi, tive pena, mas os que fazem falta são os que estiveram.

Muito obrigada pelo apoio, equipa do Fãs da Diana que, mesmo não estando presentes fisicamente, como vocês dizem, estiveram presentes de coração.
E agradeço também aos meus leitores no Brasil: Daniele Ferreira e Catharina Bianchi, que acrescentaram as suas palavras no texto que a equipa do Fãs da Diana construiu, Nanda Carol por ser a minha leitura brasileira número 1, Letícia Alvares, a minha parceira nesta estória "Por Trás da Cena" e a todos os restantes leitores que estiveram a ler "Encontro com o Passado" no blog e desejam ler a "versão" que está em livro.

Obrigada a todos!

P.S - As fotos estão a ser divulgadas na Página do Facebook e os dois textos postados na totalidade daqui a pouco.

Beijos,

A Autora,
Diana Pinto.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Perguntas sobre "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!
Este, provavelmente, será o meu último post sobre o segundo livro, "Encontro com o Passado", antes do lançamento.

Capa do segundo livro

Queria sugerir-vos que me dessem algumas perguntas ou curiosidades que tenham sobre este segundo livro.
Estou a pensar em responder a estas vossas perguntas no dia do lançamento.

Não tenham medo de perguntar! Podem perguntar sobre como criei a personagem X ou Y, ou de onde saíram os nomes de algumas personagens... enfim, uma série de coisas.

Irei listar e preparar as minhas respostas para o dia do lançamento.

Podem também fazer as perguntas na Página de Facebook.

Beijos e até um novo post!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Terceiro Capítulo de "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!

AVISO: O capítulo não está postado na totalidade. O restante só poderão ler comprando o livro.

Desejo-vos uma boa leitura!


Capa do segundo livro


Capítulo 3

Excerto/trecho do terceiro capítulo

Excerto/trecho do terceiro capítulo

Os alunos entraram na sala e sentaram-se à espera da professora. A Diana entrou também como uma aluna e começou a iniciar uma conversa com uma rapariga morena de seu nome Madalena. Estava vestida com roupas caras, o que chamou à atenção.
- Olá! Sou a Diana. Como te chamas?
- Olá! Sou a Madalena. És nova cá? Conheces alguém?
- Sim. Só conheço a Ana Martins que é minha vizinha, a Ana Rodrigues que era minha colega de turma da minha antiga escola e o Magalhães que é um amigo da família. – Diana tentou raciocinar enquanto falava. A mentira tinha que dar resultado.
Nesse momento, um rapaz de olhos azuis intromete-se na conversa das duas.
- Olá! Sou o Miguel.
Ele estendeu a mão a Diana e ela ficou estática por uns segundos. Aquele rapaz acabava de chamar a atenção da detetive, mas por más razões.
- Eu sou a Diana, vizinha da Ana Martins, a tua amiga. – Respondeu ela, esticando a mão para ele.
- Sou o melhor amigo da Ana. – Retificou ele.
O rapaz sorria imenso. A Diana voltou a olhar para a Madalena.
- Não ligues! O Miguel é assim mesmo. Passa o tempo a rir, mas é boa pessoa. – Explicou a Madalena para a nova aluna. O rapaz riu-se.
“Pois, já deu para perceber.” – Pensou Diana, enquanto via o melhor amigo da irmã a afastar-se.
Nesse momento, alguém entra na sala. A Diana olhou para o seu relógio de pulso. Essa pessoa estava atrasada. Olhou para a porta. Era o Pedro Magalhães. Apenas Magalhães se for tratado pela detetive. No exato momento em que Pedro se senta numa cadeira livre, Diana ouve uma rapariga de cabelo preto a comentar algo com uma rapariga baixinha e morena. Com certeza que era sobre o amigo da detetive. A Diana ficou alerta.
Quando a professora entrou na sala, a Diana conversava com Madalena. Estava de costas quando a professora a chama à atenção.
- Podias voltar para a frente? Como te chamas?
Diana voltou-se e viu-a. Viu Patrícia. Durante alguns segundos, a irmã de Ana não teve reação. Ana Rodrigues, a colega de trabalho que estava sentada ao lado dela, é que olhou diretamente para Diana e faz a detetive responder.
- Diana. Desculpe, professora.
Patrícia também demorou a voltar a falar.
- Vou conseguir decorar o teu nome, aluna.

Espero que tenham gostado e aguçado a vossa curiosidade quanto ao livro!

Obrigada!

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Segundo Capítulo de "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!
Desejo-vos uma boa leitura!

Capa do segundo livro


Capítulo 2

Excerto/trecho do segundo capítulo

Excerto/trecho do segundo capítulo

Dias depois, a Diana já tomava o pequeno almoço quando chamou a irmã.
- Ana, se chegas tarde ao primeiro dia de aulas, ficas de castigo.
- Ainda não é tarde, Diana. Deixa a tua irmã. – Pediu a Sofia, que tomava o pequeno almoço com ela, o marido José e o padrinho da filha, Bernardo.
- As duas devem estar a conversar. – Falou o Bernardo.
- Eu queria ainda levar a minha afilhada à escola, mas se a Ana não se despachar não poderei fazê-lo. – Queixou-se a Diana.
- Deixa isso, eu levo a Angelina. – Ofereceu-se o Bernardo.
Tanto Bernardo como Diana tinham passado a última noite das férias da Ana Martins em casa de Sofia e José. Bernardo e Diana tornaram-se padrinhos de Angelina, que hoje já era uma mulher. A criança, hoje, já tinha passado dos vinte anos.
- Eu é que sou o pai, mas os padrinhos é que a levam à escola. Vá-se lá perceber! – Brincou o José.
- Tu trabalhas muitas horas, José, para mim e para a Diana não custa nada.
- Eu não deixo de ficar preocupada contigo, Diana. Vais voltar para a escola onde tudo se passou? – Perguntou Sofia.
- Sou detetive, Sofia. É a minha obrigação.
- Mas depois de tudo o que aconteceu? Tu sabes que aquele 9º ano foi horrível. A Mafalda morreu e a Angelina... – Sofia fez uma pausa. A Diana interrompeu.
- Eu só vou descansar quando descobrir quem está a fazer estes homicídios. Aí estarei em paz!
O José levantou-se da sua cadeira e vestiu o seu casaco, o Bernardo seguiu-o.
- Tem cuidado. Tens a tua irmã na escola. Não vais querer perdê-la.
- Eu sei, por isso é que eu não posso falhar.
- Bem, a Márcia não pode ser porque está morta. – O José ficou calado. Não era a melhor frase para se dizer.
Nesse momento, chegam Ana e Angelina.
- Estamos prontas. Diana, podemos ir. – Quando Diana ia responder, o seu telemóvel toca. – É o meu colega João. Tenho que atender. Vai indo para o carro, Ana.
A irmã bufou e encaminhou-se para fora de casa despedindo-se da Angelina e dos amigos da Diana. A Diana atendeu a chamada.
– Estou, João... Sim, estou a sair de casa. A Ana foi buscar as fichas dos alunos... Não posso, estou com a minha irmã ainda a sair de casa... Falo contigo e com o Hélder quando puder. Até depois. – Ela desligou. – Vou ter que ir. – Levanta-se da cadeira e veste o casaco.
- Boa sorte, Diana. Não deixes a tua irmã sozinha. – Preveniu Sofia, abraçando a amiga.
- Não vou deixar a Ana sozinha e se eu não estiver com ela, a minha colega Ana estará. Nós vamos estar as duas infiltradas na escola. – Ela despediu-se do José, do Bernardo e da afilhada. – Até logo.
A Diana sentiu frio quando saiu de casa e dirigiu-se para o carro. Estavam perto de 10 graus àquela hora da manhã. A detetive ouviu a irmã assim que entrou no calor acolhedor do carro.
- Por tua causa vamos chegar atrasadas.
- Não vamos chegar atrasadas. Se chegássemos a culpa seria tua que não te preparaste cedo.
Ana mudou de assunto. Não conseguia irritar a irmã com a sua falta de pontualidade.
- Vai ser estranho ver-te na escola.
- Também a mim.
- Tu não estás na escola. Vai ser estranho eu ver-te lá.
- Eu era aluna.
- Tu já foste aluna. Para quem é detetive, o português está péssimo.
- Para quem é católica, adora falar dos erros dos outros. – Respondeu Diana, à altura.
- É gosto muito, não é adoro. – Advertiu Ana.
- As palavras são sinónimas.
- És horrível!
- Somos irmãs. Está no sangue de ambas. Está bom para ti este português?! – A Diana já brincava com a situação enquanto a Ana continuava chateada com o erro da irmã.
- Gostava de ter resposta rápida como tu.
- Devias ter tomado atenção às aulas de Filosofia. Os professores dessa disciplina ensinam uma coisa chamada retórica. É uma disciplina que vais precisar para a tua vida futura. Uma das poucas.
- Já percebi. – Ana fez uma pausa – Vais para a escola para me proteger. Admiro-te.
- Sou tua irmã. É minha obrigação proteger-te. E como detetive, é minha obrigação tentar proteger toda a gente.
- O Pedro está na turma. – Informou Ana.
- O Magalhães? – A irmã confirmou.
O Pedro Magalhães é filho de uma colega da Diana na altura do ensino secundário. Além da família e dos colegas de trabalho, o Pedro também sabia que a Diana estava infiltrada naquela escola para descobrir o famoso 666, o nome que a comunicação social dava ao assassino daquela escola. Escola essa onde Diana completou o seu ensino básico.
- Estás otimista para encontrar o tal 666? – Inquiriu Ana.
- Sim, mas tens que ter muito cuidado. Não se sabe quem é esse tal 666, mas é muito perigoso. Mesmo sem saberes até podes estar a falar com ele.
A Ana estremeceu.
- Tem calma! Eu e a Ana estamos por perto. Não vamos deixar que nada aconteça a ti e aos teus colegas. E lembra-te: Ninguém sabe que somos irmãs. Somos vizinhas.
- Tenho tudo controlado.
- O teu controlo é algo a desejar, mas não destruas tudo.
A Diana e a Ana chegaram à escola e tentaram arranjar um lugar para estacionar o carro. Quando deixaram a viatura em segurança, saíram do automóvel e encaminharam-se para a escola. Passaram pelos corredores e chegaram à sala onde ocorreria a primeira aula. Ana afastou-se da irmã quando viu os colegas. Diana olhou para Ana à espera de uma explicação.
- Eles são os meus colegas do 11º ano.
Diana viu a colega Ana Rodrigues a aproximar-se da sala e foi falar com ela.
- Tens as fichas deles? – Sussurrou.
- Sim, tenho tudo, mas queria que soubesses que o Hélder também se infiltrou aqui na escola.
- Porquê?
- Esta turma tem muitos grupinhos. Acho que entendes pela tua irmã. Quando andávamos na escola também era assim. Não éramos amigos de toda a gente. Lembras-te quando estavas nesta escola, ou não?
- A escola mudou um pouco a aparência. E lembro-me de ter tido grupinhos na minha turma de 9º ano quando aqui estava. Se bem que no final do ano fizémos um grupo apenas. Pena que hoje não tenho contato com todas as pessoas da turma, só com os pais da minha afilhada e o padrinho dela.
A Diana perdeu-se em memórias. O seu grupo do 9º ano que via muito CSI e achava piada às mortes de professores. E os outros grupos que pareciam de pessoas com pouco em comum com o deles. A campainha soou, despertando-a. A primeira aula ia começar. Aula de português. Com alguém que a Diana conheceu. A antiga colega de turma. Patrícia.

Espero que tenham gostado.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Primeiro Capítulo de "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!
Desejo-vos uma boa leitura deste primeiro capítulo!

Capa do segundo livro

Capítulo 1

Excerto/trecho do primeiro capítulo

O Gonçalo chegou a casa depois de mais um longo dia de trabalho. Deu um beijo à mulher e perguntou como ela estava.
- Estou bem. – A expressão no rosto dela dizia o contrário e o marido entendeu – Sim, Gonçalo, não estou bem. Senta-te. – A mulher já estava sentada no sofá quando ele chegou a casa. Ele sentou-se. – Tive colocação numa escola para este novo ano lectivo.
- E isso não é bom?
- Não, Gonçalo. Eu conheço a escola. Nós conhecemos a escola.
- Estás a deixar-me nervoso, Patrícia. Qual é a escola?
- A nossa escola do 9º ano.
Ele ficou uns segundos calado. Foi a Patrícia a continuar a conversa.
- Aquela escola. Aquela escola que tantas memórias me dá. Foi lá que a minha irmã morreu.
- Tu vais aceitar?
- Claro. Não vou ficar no desemprego.
- Mas aquela escola continua a ser problemática. Ainda ocorrem assassinatos.
- Eu sei, mas o meu trabalho é mais forte do que o meu medo. E o medo eu já tinha no meu 9º ano.
- Só espero que tenhas cuidado.
- A escola precisa de uma professora de português e é isso que eu sou. Não posso ter medo.
- Eu sei, mas quero que tenhas cuidado.
- Eu terei. – Prometeu.
Patrícia é professora vinte e um anos depois. Nunca foi professora efectiva e, por isso, já trabalhou em várias escolas. Casou-se com Gonçalo, o seu namorado no final do seu 9º ano, no 2º ano da sua faculdade. Só teve direito à sua lua de mel depois dos estudos. Gonçalo conseguiu estudar hotelaria e turismo e abriu vários restaurantes de Norte a Sul do país. O trabalho incerto de Patrícia leva-o a viajar para outras cidades. É difícil para ele, mas entende o trabalho da mulher. Para Patrícia, a morte da irmã gémea Mafalda ainda magoa. As memórias ainda a atormentam e voltar à escola onde tudo aconteceu é como se fosse reviver tudo novamente. Mas a professora necessita do trabalho e vai aguentar... o mais que puder.

Espero que tenham gostado!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Prólogo de "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!
Aqui está o prólogo do segundo livro "Encontro com o Passado".

Capa do segundo livro
Antes de mais, irei explicar do que se trata este prólogo.
O prólogo é um esclarecimento, uma advertência, ou algum facto que antecede a trama tratada. Vem primeiro que o primeiro capítulo do livro.
Eu precisei de escrever o prólogo para descrever um evento passado, ou seja, que aconteceu antes do tempo do livro.
Este prólogo é muito importante para se entender o final e essa foi a razão para eu o incluir.

Agora sim, já tudo explicado, vamos ao prólogo.

Excerto/trecho do prólogo do livro


Prólogo

A turma do 11º ano estava a ter geografia naquele início de tarde. O professor detestava dar aulas depois do almoço, mas naquele dia era aula de teste. Teste surpresa. Os alunos não tinham estudado. Bem... nem todos. Dyenielle estudava todos os dias. Era uma aluna excepcional e a melhor da turma. Foi a primeira a terminar a prova e pediu ao professor para sair, já que era a última aula do dia. O professor negou, dizendo que queria falar com ela no final da aula. Os colegas foram terminando o teste e saindo, um por um, até ter ficado apenas ela sozinha na sala. Ela e o professor. O homem sentou-se numa cadeira perto dela.
- És uma óptima aluna, Dyenielle, para quem é metade brasileira.
- O meu pai é português. – Explicou.
O professor afirmou com a cabeça e fez uma pausa antes de prosseguir.
- Desejas ter nota máxima?
- Claro. – Ter nota 20 era o sonho desta aluna, mas sabia que era difícil para alguém que não era sobredotado. Para ela fazia diferença ter um 18 ou 20 no final do período. – Mas como?
- Anda comigo.
O professor levantou-se da cadeira e Dyenielle seguiu-o. O homem fechou a porta da sala e encaminhou-se para fora da escola com a aluna um pouco atrás de si.
- Vamos onde?
- Falamos melhor fora da escola.
Os dois aproximaram-se do carro do professor e ele conduziu-os até uma rua abaixo da escola.
- Aqui ninguém nos ouve. – Disse ele, ao parar o carro num parque de estacionamento – Sabes que dar 20 aos alunos é complicado.
Dyenielle lembrou-se de frases de um colega de turma para ela: “Eu sou aluno de vintes e a professora dá-me rebuçados nos intervalos. É presente. Sou o melhor da aula”.
- É como o meu colega. Ele tem boas notas a Educação Fisica. Recebe rebuçados, mas ele diz também que dá algo à professora e ninguém sabe o quê. Achei que fosse uma brincadeira dele.
- Não é. Eu dou-te também rebuçados e os vinte valores, mas precisas de me dar algo.
- Ok.
O professor abriu a sua maleta que continha os seus materiais para as aulas e tirou de lá uma venda.
- Tens de abrir a porta traseira do carro, entrar e pôr isto nos olhos. Se fizeres, dou-te os vinte valores e os rebuçados nos intervalos.
Dyenielle dispensava os rebuçados, mas fez o que o professor disse sem falar nada. Enquanto ela fazia tudo isto, o professor deslizou o seu banco do condutor o mais para a frente possível e saiu do lugar, abrindo a porta traseira do carro e sentando-se no lugar ao lado dela. Trazia um outro pano consigo e uma corda. Dyenielle pergunta algo no momento em que ata a venda atrás da sua cabeça.
- É para procurar algo no seu carro e não quer que eu veja?
Nesse momento, o professor levanta-lhe os braços, pega-lhe nos pulsos, ata-os a uma corda agarrada a um puxador que o carro tinha. Ela não ofereceu resistência, mas parecia surpreendida. Um pouco em choque. Perguntou:
- O que vai fazer?
Quando sente uma mão dele abrindo-lhe o botão das calças percebe, então, o que se passa. Vai ser violada. E agora não há nada a fazer. Ela não tinha por onde fugir. Procura libertar-se e puxa a corda, mas sem êxito.
- É assim que estás a pagar. Amanhã dou-te o rebuçado e a nota 20 no final do período. – Sussurrou ele.
Passam três horas quando tudo acaba. Ele desata a corda e tira-lhe as vendas. Dyenielle massaja os pulsos doridos em silêncio, com o corpo a tremer. Está suada, o rosto completo de lágrimas.
Três dias depois, Dyenielle morreu.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Postagem de Prólogo e dos três primeiros capítulos de "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!
Vou divulgar o Prólogo e os três primeiros capítulos do segundo livro "Encontro com o Passado", para quem quiser se "ambientar" com a estória/história.

Capa do segundo livro "Encontro com o Passado"

Fiquem atentos aos próximos dias!

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Dois anos do lançamento do livro A Escola do Terror

Olá, Pessoal!
Foi há dois anos o lançamento do livro "A Escola do Terror" e não podia deixar de avisar aqui no blogue.


Obrigada a todas as pessoas que (até hoje) compraram o meu livro (que passou também a ser vosso) e a todas as pessoas que me acompanharam e acompanham, mesmo aquelas que não conheço pessoalmente, apenas aqui no blogue.

As fotos do lançamento: AQUI.

Obrigada!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O Macabro Parque de Diversões

Olá, Pessoal!
Aqui está o meu texto para o Desafio de Outubro.
Espero que gostem!

Informações:
- Desafio de Outubro.
- Sinopse: Três amigos decidem numa noite de Halloween visitar um macabro parque de diversões que apenas abria nesses dias especiais. Tudo o que parecia apenas uma diversão, depressa torna-se em algo mais sério que é capaz de tirar a vida aos que ousarem pisar num chão de terror onde o perigo é constante.


Três amigos aproveitaram o dia 31 de Outubro para irem a um parque de diversões. O parque era conhecido por ser macabro e só abria às Sextas-Feiras, dias 13 e nos dias 31 de Outubro. Naquele ano de Halloween, os três amigos universitários decidiram passar um início de noite no parque. 
Eduardo, o mais destemido dos amigos, era o condutor. 
Anita gostava do Halloween, mas tinha um certo receio quanto a receber sustos. Estava sentada no lugar do pendura e mostrava-se sem medo (embora no seu interior ela se sentisse medrosa). 
Maria Luísa era a mais tímida dos três. Sentou-se num dos dois lugares atrás e encolhia-se contra o vidro do carro.
Maria foi a primeira a avistar a abertura do parque. Assustou-se quando leu o grande cartaz à entrada que dizia : "Bem Vindos ao Macabro Parque de Diversões onde os Pesadelos são Reais".
- Que horror! - Exclamou ela, colocando uma mão no rosto.
O Eduardo riu-se com gosto, enquanto a Anita repetiu-lhe a atitude, porém mais recatada. 
Nada mais falaram até pararem o carro no grande parque de estacionamento. O curioso (ou não) é que não havia nenhum carro estacionado, mas ouvia-se gente no parque. Teriam vindo a pé?
- Ai Meu Deus! - A Maria Luísa mostrava ser a mais medrosa, enquanto saía do automóvel e seguia a passos lentos para a entrada do macabro parque de diversões.
- Toma a chave do carro, Maria. Eu sou capaz de perdê-la. - Disse o Eduardo à amiga. A jovem guardou a chave no bolso das calças, com timidez.
Quando vão a entrar, um homem vestido de monstro aparece repentinamente à frente dos três amigos, o que faz Maria Luísa gritar de pânico.
- A partir daqui só sairão quando quisermos.
Os três amigos olharam uns para os outros. Não tinham entendido o que o "monstro" queria dizer até que, no segundo seguinte, ouvem um estrondo. O carro tinha explodido atrás deles e só restava pedaços de metal.
Só longos segundos depois, o Eduardo perdeu o olhar de choque e perguntou ao "monstro":
- O carro não foi realmente destruído, certo?!
O homem vestido de monstro só encolheu os ombros e afastou-se deles. Os três amigos começaram a sua caminhada não acreditando que era o carro deles que tinha explodido.
Havia vários jogos e partidas, entre eles o "Espaço dos Lobos", "O Escorrega da Morte" e a "Montanha Russa Macabra".
O Eduardo foi o primeiro a tomar a iniciativa.
- O que acham de começarmos pelos lobos?
A Maria Luísa estremeceu, a Anita fez de tudo para não parecer medrosa.
- Ainda podemos ir embora. - Sugeriu a Maria.
- Não sei se sabes, mas o nosso carro explodiu. Pelo menos foi o que vimos. - Disse o Eduardo, contendo o riso. Ele não acreditou que o automóvel tinha mesmo explodido.
Foi o rapaz que as encaminhou para dentro do "Espaço dos Lobos". Depressa os três amigos separaram-se devido ao grupo de pessoas que estava dentro da atividade. Só conseguiriam ver-se novamente quando saíssem do "Espaço dos Lobos".
A Maria Luísa foi a primeira a sair. Não conseguiu parar de tremer enquanto via lobos (que pareciam reais) passarem perto dela a correr.
O Eduardo aproximou-se da amiga alguns minutos depois.
- Não é um jogo muito bonito. Pareciam cães a correr até nós. Vamos visitar outro. - Disse ele, agarrando o braço da amiga.
- E a Anita?
- Ela já vem ter connosco.
A tímida foi literalmente arrastada pelo braço.
Os dois amigos chegaram à entrada do jogo "O Escorrega da Morte". Esse escorrega e a "Montanha Russa Macabra" eram duas atividades perto uma da outra. As pessoas sairiam do escorrega já dentro do jogo da Montanha Russa. Tudo para quem gostava de velocidade!
- Fixe! - Exclamou o Eduardo, parando perto de um escorrega.
Uma placa ao lado dizia: "Cuidado! Podem escorregar para a vossa morte". A Maria Luísa tremeu.
- Não devíamos esperar pela Anita?
- Vamos lá! Encontramo-la quando sairmos desta atração.
O Eduardo sentou-se num dos escorregas e esperou que a amiga fizesse o mesmo. A Maria, a custo, lá se sentou no escorrega. A jovem podia crer que ouvia gritos de miúdos enquanto escorregavam. Segundos depois, viu um homem vestido de monstro que a assustou.
- Escorrega-se com velocidade até perto da montanha russa? - Perguntou a rapariga ao "monstro", depois de se recompor do susto.
O homem respondeu afirmativamente com a cabeça, mas prosseguiu.
- Mas não escolham o escorrega da morte. Podem realmente morrer!
"O homem não está a falar a sério. Ou estará?" - Pensou Maria Luísa. O Eduardo pareceu não se importar e desceu o escorrega sem mais nada dizer à amiga.
- Eduardo! - Gritou ela, chamando-o.
Como não obteve resposta, só respirou fundo e atirou-se do escorrega abaixo. Talvez saísse viva dali.
O Eduardo tinha escolhido o escorrega número 4, enquanto a Maria Luísa tinha escolhido o escorrega número 5. Talvez o número ímpar desse mais sorte, porque ela saiu sã e salva do escorrega. Tirou a poeira das pernas e olhou ao redor. Estava, literalmente, já dentro da atração da montanha russa.
Repentinamente, lembrou-se do amigo. Ele não estava ali com ela. Mas escorregou mais cedo que ela.
A jovem aproximou-se de uma mulher vestida de bruxa e perguntou:
- O que aconteceu com o meu amigo que escorregou aqui comigo?
A mulher encolheu os ombros, sem saber o que dizer.
- Talvez ele tenha escolhido o escorrega da morte!
- Mas e a minha amiga que não apareceu desde que saímos do jogo dos lobos?
- Ela pode ter sido comida por um deles. - Respondeu a mulher, sem parecer alarmada.
- Mas isso é impossível! Isto é um parque de diversões. Temos que sair vivos!
- Não necessariamente. - Falou a mulher, afastando-se da jovem.
Nesse momento, um homem vestido de monstro aproxima-se da Maria.
- Podes experimentar a Montanha Russa Macabra. Faz o sentido inverso do Escorrega da Morte e podes encontrar o teu amigo. - Sugeriu.
A Maria, mesmo nervosa e com receio, agradece ao "monstro" e decide entrar na atração. Uma grande placa estava à entrada. Dizia: "Fora de Serviço - Atreva-se a Voar".
- Ai Meu Deus! - Exclamou ela, rezando para que esta brincadeira acabasse.
Sentou-se numa das cadeiras de dois lugares e apertou o cinto.
- Vamos ver se não acabo morta. - Disse ela, fechando os olhos quando percebeu que a montanha russa ia começar a mover-se novamente.
Foram cinco minutos de tormento... mas a jovem saiu viva da atração e começou a procurar o amigo. Segundos depois, recebe uma mensagem no seu telemóvel. Era a Anita. A rapariga pulou de felicidade.
- Finalmente!
Quando lê o conteúdo da mensagem o seu rosto muda repentinamente de expressão.
A mensagem dizia:

"Estou no Escorrega da Morte número 4. Vem até mim! Desce!"

- Oh Meu Deus! Porquê? - Questionou-se ela, em voz alta.
A Maria Luísa aproximou-se do escorrega número 4. Uma mulher vestida de bruxa e um homem "monstro" aproximam-se dela.
- Faça boa viagem! - Desejam ambos.
A jovem faz um ar inquisidor. Não entendeu o que eles tinham dito. Como assim? Boa viagem?
A tímida rapariga sentou-se no escorrega, respirou fundo e atirou-se. Lançou um grito agudo quando começou a escorregar. Este escorrega metia mais medo que o número 5, aquele por onde ela tinha escorregado minutos antes.
"Já deve estar a acabar a descida" - Pensou ela, segundos depois.
Mas não. O escorrega não tinha fim. Era realmente enorme.
A jovem fechou os olhos, com medo. Só os voltou a abrir quando sentiu que caiu de rabo no chão.
Misteriosamente, tinha saído no parque de estacionamento do parque de diversões.
- Mas? - Questionou-se.
O automóvel do amigo estava ali e ela, apressadamente, aproximou-se do veículo. Parecia estar intacto, mas não tinha explodido quando chegaram?
Abriu a porta do lado do condutor e sentou-se no banco fechando a porta atrás de si. Abriu o porta luvas do carro à procura de algo que revelasse que algum dos amigos esteve ali. Estava um recorte de jornal além de outras coisas sem importância para ela. A jovem pegou no papel e leu-o.

"O Parque de Diversões Macabro está suspeito de matar vários adolescentes na altura do Halloween..."

- O quê? - Alarmou-se Maria.
Nesse momento, o carro realmente explode e... sim, Maria não sobreviveu, assim como Anita e Eduardo.


Espero que tenham gostado!
Isto daria para uma estória (ou história) maior. Talvez pense nisso futuramente!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Personagens de "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!
Chegou o momento de vos revelar a diferença em algumas personagens da versão blogue e da versão livro.

Capa do segundo livro

- O livro "Encontro com o Passado" foi "inspirado" no projeto "Encontro com o 666", que se encontra postado na totalidade no blogue;
- As personagens Diana e Patrícia do livro "A Escola do Terror" "foram parar" ao segundo livro para uma continuação (não digo que terão outras, mas essas estão na sinopse);
- Algumas personagens tiveram as suas "vidas" mais aprofundadas para construir um maior mistério em volta do assassino do livro;
- Personagens como Pedro Magalhães, Andreia e as acompanhantes de luxo tiveram um cuidado mais especial no livro;
- A história de vida de algumas personagens foi alterada, dou o exemplo do personagem Pedro Magalhães, no livro o personagem é filho da amiga da agente, diferente da versão blogue em que o personagem é amigo dela. A idade do Pedro Magalhães é alterada no livro.

Estas são algumas das alterações que o livro possui. Mais alterações que nas duas versões do primeiro projeto.

Novas informações em breve!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Desafio de Outubro

Olá, Pessoal!
O Desafio de Outubro já foi divulgado na página Ficwriter Facts e é envolta do tema do Halloween: Um conto de terror.

Estou a escrever e talvez o desafio fique concluído. Com sucesso ou não ainda é uma incógnita!
Normalmente, as minhas inspirações para escrever terror só acontecem quando não é época para isso, ou seja a probabilidade de estar bom é pouco satisfatória.
Contudo, espero que vocês gostem do que já estou a preparar para escrever. Pelo menos, alguma base eu já tenho!

Em breve terão o conto postado!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Sinopse de "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!
Chegou o momento de vos divulgar a sinopse do segundo livro "Encontro com o Passado".

Contracapa de "Encontro com o Passado"

Sinopse de "Encontro com o Passado":

21 anos passaram após aquele 9º ano infernal. Hoje, Patrícia é professora e tem a infelicidade de regressar a esse estabelecimento escolar onde completou o ensino básico. A escola continua a ter fama de problemática, os assassinatos não terminaram e as memórias não param de atormentar Patrícia.
Ao voltar, ela reencontra a antiga colega, Diana, que hoje trabalha como detetive e que está a tentar resolver os homicídios.
À medida que os cadáveres vão surgindo, as duas descobrem que tudo leva aos seus antigos tempos no último ano de ensino básico. E, antes que ocorra mais uma morte, as antigas colegas percebem que têm que arriscar a própria vida para descobrir o mistério.

O que acharam?!

Novas informações do livro em breve!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Agradecimentos no livro "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!
No primeiro livro, "A Escola do Terror", não coloquei agradecimentos, mas neste segundo livro coloquei os nomes de todas as pessoas que têm me apoiado durante estes anos de blogue e também àqueles e àquelas que me ajudaram durante o processo de criação e lançamento dos dois livros.

Vou então por partes:

Clique na imagem para ver em tamanho maior

Além da família, ainda escrevi mais alguns nomes.

- Começo pelos meus amigos mais próximos, Elisa Rodrigues e Inês Caeiro. A primeira, alguns de vocês já conhecem, é a autora do livro "A Chave Verde".
- Aos meus colegas de turma que foram a minha maior inspiração.
- À Anna e ao Cristiano, dois autores brasileiros, que me deram algumas dicas para a capa do livro.
- Ao Pedro Magalhães, Ana Catarina e Ana Carretas que estiveram a ver mais de perto o processo de criação da obra.
- À Sílvia e ao Vasco por fazerem parte do Fãs da Diana, uma página e um blogue que tem juntado todos os meus leitores.

Clique na imagem para ver em tamanho maior

E não esqueço dos meus leitores brasileiros:

- A Nanda Carol que foi a primeira brasileira a comprar o meu livro e que eu agradeço por continuar desde o blogue até hoje a apoiar-me.
- À Catharina Bianchi pelo apoio desde 2010 (ano em que conheceu o blogue).
- À minha colega/parceira de escrita Letícia Alvares que sabe de perto como eu decido matar personagens!
- À minha capista do blogue, Daniele Ferreira (não tenho nada mais a acrescentar. Está bem óbvio!).

E não esqueço os meus leitores, todos eles, de seguidores antigos a recentes. Todos vocês desse lado que estão a ler.
Sem vocês não seria possível!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Alteração de Encontro com o 666 para livro: Revelação

Olá, Pessoal!
Falei num post antigo (começo de 2017, possivelmente) que estava a reescrever "Encontro com o 666". Pois bem, neste post vou falar-vos com mais pormenor o que eu estava a pensar inicialmente para este projeto.

Cabeçalho de "Encontro com o 666"

Inicialmente, "Encontro com o 666" seria uma continuação do livro "A Escola do Terror". Traria algumas personagens do livro anterior, torná-las-ia mais adultas e faria uma alteração em "Encontro com o 666".
Contudo, acabei por não o fazer porque, provavelmente, teria que levar muita gente a ler "A Escola do Terror". Essa alteração levaria a isso! Essa ideia foi descartada.

A segunda ideia foi apenas um pouco alterada da inicial. Faria um livro que fosse independente d' "A Escola do Terror", no entanto não deixaria de ter alguns personagens do primeiro livro.

A terceira ideia era o natural. Um livro totalmente diferente sem qualquer continuação do primeiro livro lançado.

"Encontro com o 666" alterado

Bem, agora que ficaram com uma ideia dos problemas por que passei no ano de 2016/início de 2017, vou revelar-vos o que realmente aconteceu!

"Encontro com o 666" tornou-se mesmo uma continuação d' "A Escola do Terror". Não descartei totalmente a minha primeira ideia, porém fiz algumas alterações. Não criei um segundo livro para que fosse totalmente necessário ler o primeiro. Tornei algumas personagens do primeiro livro mais adultas (as que fiz "regressar" para um segundo livro), com uma alteração no enredo de "Encontro com o 666".

Capa do segundo livro

Alterei o título da versão blogue de "Encontro com o 666" para "Encontro com o Passado" porque não é realmente uma segunda versão, apenas mantive as personagens, ou seja, não precisei de criar novas.

Espero que tenham gostado desta surpresa!
"Encontro com o 666" é a "continuação" de "A Escola do Terror" na versão blogue e as personagens de "Encontro com o 666" passaram para "Encontro com o Passado", a versão livro. Um enredo totalmente novo, mas as personagens intactas.

Novas informações do segundo livro em breve!

Beijos.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Significado da capa de "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!
Acho que chegou o momento de vos falar sobre o que significa a capa do livro "Encontro com o Passado".

A capa do segundo livro

A capa revela uma mulher loira a olhar para um espelho. O espelho, em vez de revelar a "verdadeira face" da mulher, mostra-se rachado e com um rosto com sangue.

A mulher loira é uma das personagens de "Encontro com o Passado"... e é uma das personagens do livro "A Escola do Terror" que vai regressar para o este segundo livro.
Havia três personagens loiras no livro "A Escola do Terror": A Juliana e as irmãs gémeas Mafalda e Patrícia.
Pois bem, uma delas está revelada na capa e está a olhar para o seu passado (o espelho é o símbolo do passado). E o passado não revela ser muito bom!

A sinopse será divulgada em breve e vocês poderão saber mais sobre o que será este livro e qual das personagens está presente na capa.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Personagens de "A Escola do Terror" em "Encontro com o Passado"

Olá, Pessoal!
Já falei anteriormente (Link aqui) que o segundo livro "Encontro com o Passado" seria uma continuação do primeiro livro "A Escola do Terror".

Capa do segundo livro

Fiz uma pergunta em Janeiro deste ano que, provavelmente, não deram muita atenção. Alguns responderam e eu contei os votos.

O link era este: Pergunta sobre "A Escola do Terror".

Deixei de contar o número de votos depois do dia 1 de Fevereiro para poder terminar "Encontro com o Passado".

Vou agora revelar-vos o número de votos (contados até ao dia 31 de Janeiro).

Gonçalo - 8 votos.
Sofia - 4 votos.
Diana - 8 votos.
Juliana - 3 votos.
Ricardo - 2 votos.
Patrícia - 12 votos.
José - 2 votos.
Bernardo - 3 votos.
Inês - 1 voto.

Inicialmente, ia apenas escolher duas personagens, porém, além da Patrícia, o Gonçalo e a Diana possuíam o mesmo número de votos e...

Enfim, não vou adiantar-me.
Destes nove personagens que vocês escolheram, alguns foram "parar" ao segundo livro, "Encontro com o Passado".

Novas informações em breve!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Matando os preconceituosos demónios

Olá, Pessoal!
Aqui está o Desafio de Setembro da página Ficwriter Facts.

Informações:
- Para o Desafio de Setembro - Trata-se de escrever uma one-shot (história com apenas um capítulo) com no máximo 5.000 palavras abordando algum ponto de diversidade. De diferentes sexualidades e cores de pele às múltiplas culturas do mundo. De diferentes géneros a diferentes vertentes ideológicas. Diversidade por fora e por dentro da cabeça dos personagens.
- Título: Matando os preconceituosos demónios


Nem Fábio sabia o poder que os beijos de Micael tinham sobre ele. Micael sabia como fazer Fábio falar. E, naquele momento, sozinhos e isolados de um mundo tão cruel, era o momento exacto para isso.
Os dois estavam cansados e com a respiração audível. O mais pequeno movimento era percebido por ambos.
Mentiras. Mentiras e falta de confiança eram os grandes problemas entre os dois!
No dia anterior, Micael tinha saído para jantar com um amigo e nem imaginou o que isso gerou em Fábio. De um idiota apaixonado, que "saiu do armário" há pouco tempo, a um amante descontrolado. Micael era o namorado de Fábio há nove meses. Micael era de estatura mais fraca e menos larga que Fábio. Com vinte anos saiu de casa dos pais depois destes não aceitarem a sua orientação sexual. Nunca mentiu sobre quem era, nunca se escondeu e nunca deixou que o maltratassem fosse por ser homossexual, fosse por ser negro. Micael era seguro de si mesmo, diferente de Fábio. Fábio tinha descoberto que era homossexual quando se apaixonou por um antigo colega de turma, que nunca soube que ele era gay. Pode-se dizer que Fábio continua a ser uma pessoa insegura e com medo de ser traído. Fábio era um homem calmo, mas perdia as boas maneiras quando se sentia enganado. Micael nunca poderia enganá-lo, ou tentar enganá-lo. Fábio nunca toleraria isso. Mas, desta vez, Micael também não toleraria que a sua lealdade fosse posta em causa. Fábio tinha passado dos limites, acusava-o toda a hora, gritava descontrolado, nem sequer controlava os seus próprios movimentos.
Naquele momento, parados na sala de estar, encararam-se em silêncio. Quem estava errado? Quem estava certo?
Micael vê, de relance, Fábio aproximar-se dele como um animal arrependido pelos seus actos.
- Não dá. Não dá mais. - Disse Fábio passando as mãos pelo cabelo enquanto olhava para Micael com os olhos castanhos apertados.
- Como assim? - Perguntou Micael, sem entender o que estava a ouvir. Fábio estava finalmente a ceder?
- Tu, tu, Micael. - Respondeu Fábio, mais uma vez, acusando o namorado.
- Como se fosse eu o culpado! Conviver contigo não é agradável. - Atacou Micael.
Como resposta, Micael sentiu o corpo de Fábio colar-se ao seu. Para infelicidade de Micael, o namorado não tinha nenhuma intenção, além de magoá-lo novamente.
- Larga-me! - Gritou Micael, afastando-se de Fábio.
- Olha para ti! Estás uma lástima!
- Olha, Fábio, o nosso namoro acabou há meses. Desde a primeira desconfiança tua. Nenhum de nós é que se deu conta.
Micael encostou-se à parede e desceu até ao chão, agarrando as suas pernas. Estava indefeso, mas queria optar por manter uma posição de defesa.
- Não! Nós sabíamos disto. - O namorado contrariou-o. Micael não lhe respondeu e Fábio aproximou-se dele novamente.
- Afasta-te! - Reagiu ele.
Não valeu de nada. Fábio envolveu-o com os seus braços e levantou-o do chão. Micael debateu-se, mas foi impossível. Fábio era mais forte que ele.
- Pensas que vou me sacrificar por ti? Chega! Passei por muito para ser feliz. "Saí do armário" há vários anos e consegui ter a minha liberdade e viver bem com a minha vida. Só quero ser feliz sem ninguém a apontar-me o dedo e a dizer que sou preto e que sou gay. Duas coisas que me fazem viver no inferno!
- E pensas que eu não passo por isso? - Disse Fábio, com um ar ameaçador. - Eu passo por isso! Não sou de raça negra nem saí há vários anos do armário, como tu dizes, mas passo todos os dias a sensação de que estou a ser enganado.
- Chega! - Micael gritou. - Não foste enganado e eu estou a sofrer todos os dias.
Ele arregaçou a manga da camisa e revelou várias manchas na pele negra.
- Eu não sou mais esse homem, Micael. - Disse Fábio, sem se revelar menos ameaçador. - Eu amo-te!
- Chega deste jogo! É o fim! - Exclamou Micael, defendendo-se, mas, rapidamente, ele viu-se atirado para a beira do sofá.
- Cala-te! Tu não sabes como é ser traído!
- Eu não te traí. - Respondeu Micael, tentando defender-se como podia.
- Não é o que parece! - Fábio aumentou o tom de voz.
- E o que vais fazer? Vais apenas falar ou espancar-me?! - Atirou o namorado.
- Não! Tenho outros planos.
Fábio pegou em Micael ao colo. O homem reclamava e gritava para que Fábio o largasse, mas não conseguia ter força o suficiente para fazer tal coisa. O namorado possessivo colocou-o no chão quando ambos se aproximaram-se do carro de Fábio e empurrou-o para dentro do automóvel.
- O que vais fazer?
Fábio não respondeu. Foi para o lugar do condutor e começou a viagem. Micael, desta vez, descontrolou-se. Sem ter qualquer resposta por parte do namorado, atirou-se ao volante tentando tomar a direção do carro, inutilmente. Para conseguir um maior controlo, Fábio pisou fortemente no travão para que Micael receasse pela sua própria vida, já que estava sem cinto de segurança e não olhava para os pés do namorado, resguardando-se com antecedência de alguma atitude por parte de Fábio. A verdade é que o pior aconteceu. Micael, sem qualquer proteção, atravessou o vidro do carro parando apenas quando encontrou o solo.
- Micael! - Gritou Fábio, saindo desesperadamente do automóvel. Ele não esperava que Micael estivesse tão desprotegido.
O homem encontrava-se esticado no meio do chão com sangue em todas as partes visíveis do seu corpo. Claramente sem vida.
- Meu Deus! Perdoa-me, amor! Eu não queria... - Ele segurou a mão do seu, agora, ex namorado.
A sua raiva inicial tinha sido transformada em culpa. Tinha medo de perder Micael. O simples facto de ele sair com um ex transformou-se num oceano de preocupações onde não havia culpado, mas sim vitimas.
Fábio dirigiu-se ao carro procurando com as suas mãos, agora trémulas, uma antiga arma que trazia debaixo do banco do pendura. Aproximou-se do corpo sem vida de Micael e apontou a arma em direção ao seu peito. O tiro foi dado.
Esta foi a forma que Fábio resolveu terminar as coisas, terminar o relacionamento. Não poderia viver mais com alguém que o fazia mal, que não o tornava seguro de si mesmo.
Os corpos de Fábio e Micael permaneceram ali, até que a policia chegasse e investigasse o caso.
A verdade é que não se sabe o que realmente aconteceu. Até hoje, a causa da morte do casal de namorados é desconhecida. Será que um deles matou o outro? Será que foi suicídio por parte de ambos? Ninguém sabe. A única pista que a policia possui é um simples papel branco encontrado na casa de ambos onde manchado com o sangue de Micael estava escrito um nome conhecido por parte dos namorados, o ex colega de turma de Fábio por quem Fábio estava apaixonado quando descobriu ser homossexual, Valentim.


Este pequeno conto dava para uma história/estória grande.
Talvez pense em alargar isto!

Espero que tenham gostado!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

"Encontro com o Passado" tem versão blogue

Olá, Pessoal!
São reveladas mais umas informações sobre o segundo livro "Encontro com o Passado".


"Encontro com o Passado" foi terminada em Fevereiro deste ano, contudo esta história/estória já foi postada no blogue com uma outra versão. Algumas personagens são as mesmas que vocês já leram num projeto que postei aqui. A diferença é que alterei o modo de estar de algumas personagens e adicionei outras.

Outra informação:
- "Encontro com o Passado" é uma continuação de "A Escola do Terror".

Eu não iria deixar-vos sem a continuação do primeiro livro. Vocês pediam desde a versão blogue e eu até agora nunca tinha feito. Este segundo livro é mesmo fiel ao primeiro, mas, talvez, mais adulto.
Irão perceber isso quando o lerem!

Novas informações em breve!

sábado, 9 de setembro de 2017

Capa do segundo livro: Encontro com o Passado

Olá, Pessoal!
Chegou o momento de revelar, finalmente, a capa do segundo livro "Encontro com o Passado".


Vou revelando mais informações a pouco e pouco até ao lançamento do livro!

Aguardem!

Lançamento do segundo livro

Olá, Pessoal!
Tive um pouco desaparecida, mas finalmente dou notícias quanto ao segundo livro.

O segundo livro será "Encontro com o Passado" que eu terminei em Fevereiro deste ano.
Na verdade, há muito segredo por trás deste livro!

Vou dando algumas revelações até ao lançamento do livro.

Clique na imagem para ver em tamanho maior


Obrigada!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Desafio de Setembro

Olá, Pessoal!
Estou só a avisar que estou a começar a fazer o Desafio de Setembro.

Trata-se de escrever uma one-shot (história com apenas um capítulo) com no máximo 5.000 palavras abordando algum ponto de diversidade. De diferentes sexualidades e cores de pele às múltiplas culturas do mundo. De diferentes géneros a diferentes vertentes ideológicas. Diversidade por fora e por dentro da cabeça dos personagens.

Não parece tão difícil quanto eu pensava. O texto até está a começar muito bem.

Verão o final em breve!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Desafio de Agosto (Parte 2/2)

Olá, Pessoal!
Aqui está segunda parte do Desafio de Agosto.

O Desafio de Agosto consistia em fazer descrições de acordo com as imagens que surgiam.

Em baixo de cada descrição, eu digo o que achei do desafio do dia.

Vamos então aos três últimos dias.

Dia 5:


"Um quarto no topo de uma torre. Uma única janela. Paredes escuras. Porém, para quem estava do lado de fora, era uma janela linda e típica de castelos. Mal sabiam que do lado de dentro da janela estava um lugar desagradável. Uma jovem foi mantida lá em cativeiro durante toda a sua infância enquanto a madrasta usava o seu rosto no rosto da sua adorada filha. Literalmente falando. A madrasta era cirurgiã plástica e cortou o rosto da pobre jovem a deixando à mercê da escuridão. Vários segredos aquele quarto tinha. E não eram segredos bons."

- Este desafio foi um dos mais fáceis. Em vez de levar para o romantismo, levei para o mistério/suspense. Talvez desenvolve esta ideia num futuro longínquo.

Dia 6:


"- Querida neta, vou contar-te uma história de seu título "A máquina de escrever suicida". Era uma vez um escritor antisocial que escrevia de forma inocente e ingénua. O homem era um romântico e a sua escrita também revelava isso. Todos os dias às 14 horas sentava-se na sua cadeira habitual e escrevia três parágrafos, enquanto engolia pequenos goles de café quente. Certo dia, estava a escrever a palavra "agradável viagem" quando a máquina, misteriosamente, escreveu "agradável virgem". O escritor raramente se enganava e achou estranho esse seu erro. Vários dias seguintes se passaram e ele continuou a errar. Certa vez, os erros passaram a tornar-se "graves". Palavras como "morte", "mutilação", "suicídio", "assassinato" apareciam como erros. O homem ficou possesso e transformou-se por completo. Falou para a máquina: "Queres policiais?! Então, terás!". No dia seguinte, escreveu um policial inteiro sem erros por parte da máquina de escrever. O escritor sorriu e colocou o seu plano diabólico em prática. Depois desse dia, iria tentar matar a máquina de escrever. Iria escrever algo sobre uma máquina morta pelo seu escritor. Bem, nesse dia o escritor bem tentou, mas a máquina sempre o deixava enganar-se. Até que, repentinamente, dá um salto de espanto na sua cadeira. A máquina estava a escrever mais que uma palavra. Estava a escrever frases inteiras. Não teve sequer tempo para saber o que ela escrevia pois acabou caindo da cadeira, inanimado. Tinha acabado por morrer. Sabes o que estava escrito, querida neta?
A jovem abanou a cabeça, negando.
- "Era uma vez uma máquina que matou o seu escritor"

- Apresento-vos a melhor descrição! Este, provavelmente, foi o melhor dia.

Dia 7:


"Os dois exércitos misturaram-se. A guerra tinha começado. De um lado, espadas Katana, do outro, Desert Eagle calibre 50. Tiros e corpos cortados. A guerra pelo poder estava instalada. Um dos exércitos queria vencer, queria ser dono daquelas terras. E a disputa começou no lago limpo e de águas claras que se tornaram escuras e vermelhas com o tempo. Quando o último homem de um dos exércitos foi morto apenas um homem do outro exército também estava vivo.
O único sobrevivente olhou em volta, calado. Apenas a sua respiração pesada se fazia ouvir. Corpos caídos no lago agora vermelho. Não havia ninguém para ajudar o sobrevivente. E agora? Ele iria sozinho tomar o lugar? Foi no meio de perguntas que entendeu que a guerra era desnecessária. Sobreviver apenas um homem não era o que esperava. E, assim, matou-se com a sua Desert Eagle calibre 50 e jazeu naquele lago agora gelado e coberto de corpos."

- Esta descrição foi baseada no filme "Sucker Punch", pelo menos a ideia das armas usadas. A cena que descrevi não está presente no filme.

Estarei, provavelmente, a participar do Desafio de Setembro.

Desafio de Agosto (Parte 1/2)

Olá, Pessoal!
Participei de mais um desafio na página Ficwriter Facts.

O Desafio de Agosto consistia em fazer descrições de acordo com as imagens que surgiam.

Em baixo de cada descrição, eu digo o que achei do desafio do dia.

Dia 1:


(Para clarificar: O objeto é uma coroa).

"100% britânica, assim era a coroa da mais recente Rainha de Inglaterra, Elizabeth. Foi passada de geração em geração, de cabeça a cabeça. Foi criada no século XVIII e conseguiu manter-se "atualizada" até aos dias de hoje. Talvez seja uma das coroas mais antigas do mundo. Antigas e mais ricas. Com mais de 100 quilates e pesada. Impossível dizer que este objeto é sem importância!"

- Tive muitos problemas em começar o desafio. Isto foi o melhor que consegui!

Dia 2:


"A sua primeira mãe era simpática, inocente, calma e tímida. A Joana gostava dela. E a sua primeira mãe também a amava. A sua segunda mãe, Mariana não chegou a conhecer verdadeiramente. Viveu com ela apenas dois dias. A sua segunda mãe foi levada pela polícia. Raptou Mariana. A sua primeira mãe tinha poucas condições. Contudo, Mariana amava a sua segunda mãe, e a sua segunda mãe também a amava.
Hoje, Sofia vive com a sua terceira mãe. É uma mulher sofisticada e rica, mas que nunca conseguiu engravidar pois não possuía útero. Sofia ama a sua terceira mãe. E a sua terceira mãe também a ama.
Joana, Mariana e Sofia são apenas uma pessoa. Uma jovem que vivia na miséria como Joana na infância, que na adolescência, enquanto Mariana, viveu no meio do perigo, e hoje, já adulta, como Sofia, vive no luxo."

- Com esta descrição já deu para perceber que tive muita inspiração! Gostei muito deste dia. Foi-me fácil. Talvez acabe por desenvolver esta ideia que tive.

Dia 3:


"O personagem David tinha muitas vezes (para não dizer sempre) reuniões de trabalho naquela pequena sala de reuniões que se tornava grande quando todos os seus colegas se sentavam e comunicavam entre si ideias patéticas de como melhorar e renovar a empresa. A verdade é que David nunca gostou daquela sala. Uma mesa oval com cadeiras pequenas que o colocavam numa posição claustrofóbica."

- Este dia também foi complicado, no entanto não tão complicado quanto o primeiro.

Dia 4:


"O homem não sabia mais o que fazer. Estava cansado, confuso, não conseguia chegar ao final. O seu personagem principal usava um machado e era temível, mas sofria de uma doença incurável. O jovem lutador iria morrer a qualquer momento da história.
Como o homem não sabia o que fazer, pegou no machado da sua personagem e matou todos os outros personagens indefesos. Por fim, matou o seu personagem principal.
Porém, havia uma pergunta que não queria calar: Quem seria este homem poderoso que simplesmente arrancou das mãos do seu personagem principal o seu machado e matou a ele e a todos os outros?
A resposta é simples, fácil e de rápido entendimento: O seu criador, o autor da história!"

- Fiquei sem muita inspiração neste dia, curiosamente. A minha "saída" foi pensar no escritor.

A Parte 2 já a seguir!

Página Eventos atualizada

Olá, Pessoal!
A página "Eventos" acabou de ser atualizada com mais três antigos eventos onde estive presente.

Um dos eventos não contém fotos, ou melhor dizendo, não as coloquei na página. O link tem todas as informações e algumas fotos.

Mais posts em breve!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Atualização da página Eventos

Olá, Pessoal!
A página "Eventos" vai ser atualizada em breve com dois eventos antigos que eu não consegui atualizar na altura.

- Em Março tive na escola Dom Domingos Jardo (Post: AQUI).
- Em Novembro do ano passado tive na mesa de apresentação da minha amiga e antiga colega de turma Elisa  Rodrigues.
- E compareci ao lançamento do livro de uma poetiza, Paula Oz.

Irei atualizar com algumas fotos e informações que não tinha colocado na altura.

Segundo Livro Para Breve

Olá, Pessoal!
Já tinha avisado na Página de Facebook, mas aviso aqui também.

Para os que estão à espera de uma resposta minha digo agora com CERTEZA que haverá SEGUNDO LIVRO em breve!

Obrigada pela espera!

domingo, 30 de julho de 2017

Desafio de Julho (Parte 2/2)

Olá, Pessoal!
Aqui está a segunda parte do Desafio de Julho que consistia em dar títulos a imagens e excertos que a página colocava durante uma semana.
Os títulos costumam ser a última coisa que eu penso quando começo a escrever um projeto. Só mais recentemente é que eu comecei a atribuir títulos mais cedo, normalmente já com um terço da história/estória feita.

Bem... aqui estão os três últimos dias do desafio com algumas explicações da minha parte.
Créditos das imagens à página Ficwriter Facts.

Dia 5:



Título: Nos Braços do Assassino
- Este dia foi complicado para mim. Era uma fanfic de sobrenatural e tentei não pensar no sobrenatural e pensar apenas no excerto solto. Ao ler muitas vezes fiquei com a frase "... sacar o punhal na intenção de matá-lo" na cabeça e pensei num título com a palavra assassino. Como essa personagem queria matar outra que apelava "pela própria vida" surgiu então este título final.

Dia 6:


= Título: A 9ª Alma
- A imagem mostra oito pessoas em volta de uma mesa (ou foi o número que eu vi no dia do desafio) e remete para o terror, pareceu até que as pessoas queriam invocar alguém. Pensei até no tabuleiro Ouija. Logo, eles estariam a invocar uma nona pessoa, ou melhor dizendo, alma.

Dia 7:



= Título: O Doce Susto
- Eu provavelmente acabei por pensar numa coisa que ninguém mais pensou. Imaginei que este excerto fosse uma cena de um romance não correspondido. O amigo ficou assustado com a reação do João de Deus daí o "susto" e a sobrancelha arqueada. O "doce" vem do pensamento do João, a última frase do excerto. Ou seja, peguei nos pensamentos do João e na reação do amigo para construir o título.


E aqui estão as respostas ao Desafio de Julho.
Talvez algumas das ideias que eu tive possam ser usadas em próximos projetos, assim como os títulos que eu dei.

Até um próximo post.

Beijos.