sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Capítulo 10 (Parte 1)

Olá Pessoal! Obrigada pelos comentários.

Amanda Gomes: Não tem problema, eu entendo.

Sophia Gomez: Não há problema, comenta quando puderes.

Este capítulo vai ser dividido pois é enorme. Espero que estejam a gostar. De momento estão só a ler os ataques de alguém e os alunos a pensarem que são os seus inimigos a fazer. Há pessoas que pensam que é a Daniela, outros que com certeza irão pensar em outros personagens e outros ainda estão a pensar que a escola que está assombrada.
Vou responder a essa pergunta mais tarde.
Fiquem com a parte 1 do capítulo 10.

Capítulo 10 (Parte 1)

Um dia passou, a directora falou com a turma e disse que iam entrar mais dois rapazes. Chamavam-se Tomás e Duarte. Eles eram de Lisboa. Os rapazes chegaram à escola e partilharam o mesmo quarto. Eram amigos. Um novo ano estava a começar para estes dois rapazes. A primeira aula começou e o Duarte pediu à Vânia para lhe mostrar a escola. A Vânia mostrou-se prestável e acompanhou-o. A Fabiana comentou algo com a Camila e com a Zélia.
- O que acham daquele rapaz?
- Um pouco convencido. -respondeu a Camila.
- Parecem ter cara de mafiosos. O Duarte e o Tomás. -disse a Zélia.
As outras duas concordaram.
- Meninas, por não gostarem deles não quer dizer que sejam mafiosos. -disse o Raul indo para perto delas com os irmãos, a Melissa e a Estela.
- Esse tal de Duarte faz-se acompanhar pela minha melhor amiga. -disse a Fabiana cruzando os braços.
- A Vânia? -perguntou o Nélson.
- Sim, a Vânia.
- Eles devem ser uns meninos ricos mimados. -disse a Estela.
A Fabiana olhou para a Estela.
- Parece que concordamos em alguma coisa.
As duas olharam-se com desprezo.

Umas horas passaram e a Fabiana foi falar com a melhor amiga.
- Vânia, o que se passa contigo? Estás bem?
- Claro, o Duarte ajudou-me imenso. Estamos a conhecermo-nos.
- A conhecerem-se?
- Sim, estamos a pensar em namorar.
- O Duarte?
- Sim.
Foi então que ela compreendeu. Compreendeu mesmo.
- Vânia olha bem para mim. -pediu a Fabiana.
A Vânia subiu o olhar para a amiga (a Fabiana era muito alta). Percebeu logo tudo. O seu olhar, a expressão do rosto. Com o desgosto que teve com o Nélson, a Vânia queria outra pessoa que a fizesse feliz. Mas o Duarte? Aquele idiota com cara de “sou o melhor” e já com todas as raparigas do colégio apaixonadas por ele logo no primeiro dia. Ela não podia acreditar. Ele tinha apanhado a melhor amiga dela. Bem...o que é que ela podia fazer? Ficar quieta e deixá-lo levá-la? Não! Não haveria segunda vez para ser tarde demais. Teria que actuar já ou as consequências seriam terríveis.
Nesse momento, o Duarte apareceu no mesmo corredor que elas. Bem...ele até que era giro mas não prestava, pensava a Fabiana. Passado uns segundos, o Duarte tinha percebido o olhar da Fabiana e estava a virar-se na direcção das raparigas. “É agora ou nunca. Está na hora de mostrar quem manda. Adeus Duarte, a tua fama está prestes a acabar.” -pensou a loura.
- Bom dia meninas! -exclamou ele com uma cara de sonso.
Por momentos, a mente da Fabiana deixou de funcionar. Ele era mesmo giro, tinha de admitir, mas não podia dar o braço a torcer pois tinha que ajudar a Vânia.
- Bom dia Duarte. -saudou a Vânia.
- Bom dia idiota. -disse a Fabiana séria.
Ele olhou para ela. Parecia admirado.
- O que se passa contigo? Estás contra mim?
- Cara de anjo, alma de terrorista, tens uma bela combinação. -brincou ela.
- Pára Fabiana. Queres ir ao bar, Duarte?
- Claro anda.
Ele deu-lhe a mão e caminharam para fora do corredor. A Fabiana seguia-lhes com o olhar. “Tenho de fazer alguma coisa”. Caminhou no sentido contrário onde a melhor amiga e o idiota tinham saído e viu o Fábio com os irmãos e as duas inimigas. Decidiu ir ter com eles.
- Já viram esse Duarte?
- Aqueles rapazes são muito estranhos. -disse a Melissa.
- Pelo que sei o Duarte é filho de um pai polícia. -disse o Nélson.
- Coitado do pai dele. Não deve querer pôr o filho na cadeia. -comentou a Fabiana.
- Mas ele não é assassino. -disse a Estela.
- Não sabemos. -disse a Melissa.
O Nélson olhou para a Melissa.
- Também tu? Ele é só um idiota que decidiu mudar este colégio.
- Anda a enganar a minha melhor amiga. -disse a Fabiana.
- A Vânia sabe o que faz.
- Acredita em mim Nélson, ela não sabe.
- Aquele tipo deve ser só sarilhos. -disse o Raul.
O Nélson respirou fundo. Não havia maneira de o Raul ter a certeza disso. Basicamente o Duarte tinha aparecido do nada só naquele dia. Eles nem sequer o conheciam. Como é que ele podia saber alguma coisa sobre o rapaz? Qualquer coisa que fosse? Mas quando o Nélson disse isso, a Fabiana ripostou:
- Tu já olhaste bem para ele?
O Nélson tinha de admitir, eles tinham razão. Quer dizer, o tipo tem o ar de quem acabou de sair de uma prisão de luxo ou algo do género. Não se pode confiar num tipo assim tão, enfim, perigosamente charmoso para o sexo feminino.
- Vamos segui-lo. -disse a Fabiana.
- Estás louca?! -disse o Nélson.
Ainda que fosse estranho, não se sentia bem a seguir outras pessoas de um lado para o outro. Não é bonito. Mesmo que, tal como os amigos disseram, seja só para se certificarem de que a Vânia não se meteria em confusões. Sabia que a Vânia era a sua miúda, agora ex-miúda, graças ao Duarte (e também pela Melissa). E, bem, ela também nunca foi flor que se cheirasse. Mas ir atrás dela juntamente com o gajo que ela engatou? Parecia simplesmente um desperdício de tempo.
Aqui está. Pronto.
Espero que tenham gostado.

O que acharam da entrada dos dois rapazes no colégio? Principalmente do Duarte?

Leitores que são do Brasil: Tipo/Gajo/Rapaz é o mesmo que garoto; A expressão: "Flor que se cheirasse" quer dizer que a Vânia não era boa rapariga (garota no Brasil). Espero te ajudado.

Comentem, por favor. Quero saber a vossa opinião.

Beijos.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Capítulo 9

Olá Pessoal!
Aqui estou eu como avisei no post anterior. Espero que não tenham notado o meu afastamento no blog para quem postava sempre às terças e Sábados postar agora apenas às Sextas é estranho, não só para mim mas para vocês também.
Obrigada pelos 23 comentários. Eu esperava não ter tantos comentários depois de ter escrito sobre a descida do número de visualizações e de seguidores mas fiquei surpresa.
O comentário do Felipe foi interessante no sentido em que as pessoas não se podem considerar minhas "fãs" se não lêem os meus outros blogs. Concordo com ele mas eu tenho a certeza que dos meus outros blogs as histórias não são boas. Toda a gente me liga a mistério, isso é óbvio, mas tenho a certeza que não tenho jeito para escrever mais nada e embora eu tenha dito que preciso de inovar, a mudança de género nunca irá mudar.
"Os outros são restos que só pensam que escreves terror", foi uma frase que guardei na memória saído do comentário dele. Ele tem uma certa razão.
Enfim...a resposta a alguns dos vossos comentários está abaixo.

Afonso: Sempre o primeiro! Obrigada.

Rui: Provavelmente acabará morta, não sei, talvez. Obrigada pelo comentário.

Anónimo: Já percebi que o teu comentário é sempre o mesmo "Posta logo" e agradeço por teres comentado que ficarias mesmo com a falta de tempo para comentar mais que isso.

Cristiane: A pessoa que mais me emocionou quando chegou ao meu blog! E estou a falar a sério. Obrigada.

Daniele Ferreira: Obrigada. Provavelmente será a Daniela.

Felipe: Infelizmente é verdade. Há muita gente que só lê este meu blog e não lê os outros, eu diria que não são meus "fãs" como dizem. Também me irrita um pouco essas pessoas que dizem serem meus "fãs" mas não lêem todas as histórias. Lêem só as deste blog e pronto, acham que eu só escrevo mistério e suspense e isso não é verdade. Obrigada pelo comentário.

Juliana Dindarova: Obrigada.

Elisa Rodrigues: Obrigada por teres visto o erro. Está um aviso agora abaixo do formulário do comentário. Se virem algum erro ortográfico que me avisem. Tento sempre não me enganar mas às vezes é difícil. Obrigada pelo comentário.

Nanda Carol: Obrigada. És das pessoas que eu tenho a certeza que mesmo que demores séculos a comentar estás sempre aqui.

Pietra A.: Olá Pietra! Seja bem-vinda! Estive a ler o teu blog. Infelizmente, não consigo comentar. Não sei o que se passa mas em todos os blogs que sigo ou em outros eu não consigo comentar. Espero que esse problema seja resolvido depressa. Espero que gostes da história.

Capítulo 9

O Nélson levou a Melissa para o seu quarto.
- Estás melhor?
A Melissa afirmou com a cabeça.
- Eu não acredito ainda no que a Vânia fez.
- Ela é capaz de tudo Nélson, tu é que ainda não percebeste.
- Sim, se calhar namorei com uma vilã.
A Melissa sorriu.

Entretanto a Estela estava com o Fábio e vê a Fabiana a ir ter consigo.
- A tua amiguinha idiota tentou meter medo à Vânia por isso vai pagar.
O Fábio interveio na conversa.
- Pára com isso! Foi a Vânia que agrediu a Melissa.
- Porque a Vânia estava farta do que a Melissa lhe andava a fazer.
- Não era motivo para a tua amiga agredir a Melissa. -disse a Estela.
- Ou vocês param de se armar em vítimas ou eu conto à directora. -disse a Fabiana.
- Tu não estás bem. -disse o Fábio.
- Fábio tem cuidado com a Estela. Não penses que ela é melhor que eu. As pessoas enganam. -disse ela saindo.
O Fábio olhou para a Estela.
- O que é que ela quis dizer com aquilo? Eu não namoro contigo.
Eles ficaram em silêncio.

As aulas continuaram. No final do dia, o Nélson contou a todos que estava a namorar com a Melissa. A Fabiana e a Vânia saíram dali.
- Eu já tinha quase a certeza que era isso que ia acontecer. Eu e o Nélson acabámos. -disse a Vânia.
- Vânia como podes dizer que as coisas entre ti e o Nélson acabaram -perguntou a Fabiana -vocês andaram há séculos.
Aquela confusão com o Nélson intrigou a Fabiana. Porque a Vânia adora o Nélson. São o casal mais sólido, ou eram, de escola perfeito. Ela é a popular e ele é o bonitão, com cara de bebé...Foram feitos um para o outro, adolescentemente falando.
- Talvez eu deva falar com outro e esquecer.
- Eu não concordo com isso. A Melissa só teve o Nélson porque tu lhe bateste e ela fez-se de coitadinha.
- E o Nélson já não me ama.
- Ainda te hei-de convencer do contrário.
Elas foram jantar.

Aqui está. Pronto.
Foi pequeno mas espero que tenham gostado.
Volto na próxima sexta.

Bjs :)

sábado, 14 de setembro de 2013

Capítulo 8

Olá Pessoal!

Antes de mais, devo dar-vos alguns avisos:
1º- Os dias de postagem passam a ser nos dias da altura escolar, ou seja, sextas e feriados a menos que haja algum aniversário de algum leitor aqui do blog em algum dia da semana (se puder postar);
2º- Esta história O Colégio Interno tem tido uma resposta negativa por parte de vocês, leitores no geral. A história também vai ser curta. Vai ter uns 20 e tal capítulos no máximo. Sei que esta nova história tem mais terror e mistério que todas as outras e talvez seja por isso que alguns de vocês tenham desaparecido do blog. Já falei do meu descontentamento na página do Facebook e aviso agora que a história vai ser pequena. Agradeço às pessoas que lêem esta história e a comentam.
Tenho a dizer ainda que se os meus antigos leitores pensavam que as histórias iriam ser semelhantes estão enganados. Eu enquanto escritora tenho que inovar, tenho que escrever coisas diferentes, temas diferentes. A história Encontro com o 666 foi escrita como se fosse uma "prenda" aos meus leitores de "A Escola do Terror". É semelhante. Mas isso não vai ser sempre. E desejo que todos vocês saibam isso. Não pretendo escrever um segundo Encontro com o 666 nem uma quinta "A Escola do Terror". Pretendo inovar. Se alguns de vocês concordarem com isto e tiverem algum carinho por mim enquanto escritora ou gostarem das histórias agradeço caso fiquem por cá, mas se não entenderem, agradeço que se afastem. Não quero iludir ninguém. Estou a tentar ser clara. Se vocês pretendem uma história semelhante às minhas duas antigas histórias peço que saiam do blog pois isso não vai acontecer. Obrigado pela atenção.

E agora sim, vamos ao capítulo 8 para quem gosta da história e pretende seguir as aventuras destes personagens e o mistério que ocorre neste colégio.

Capítulo 8

A aula de Espanhol terminou e a professora saiu deixando os alunos a arrumar os livros. A Vânia esperou que os colegas saíssem para falar com a Melissa.
- Melissa, preciso de falar contigo.
- Eu não tenho nada para falar contigo. -disse ela encaminhando-se para fora da sala mas a Vânia foi mais rápida e fechou a porta.
- Deixa-me sair Vânia.
- Tu precisas de aprender.
Em menos de segundos, as duas já estavam a rolar pelo chão, a puxarem os cabelos uma à outra. Com o barulho, os alunos começaram a encaminharem-se para a sala. O Nélson abre a porta da sala e vê as duas a agredirem-se.
- Vocês estão malucas? -perguntou ele no meio delas.
- A Vânia quer acabar com a minha vida. Ela quer fazer-me ter medo. -disse a Melissa a chorar.
O Nélson olhou para a Vânia com um olhar reprovador.
- Ela é que tenta me meter medo. -defendeu-se a Vânia sem estar a chorar.
- Nélson, confia em mim! -pediu a Melissa.
O Nélson olhou para a Melissa e de seguida para a Vânia.
- Desiludiste-me Vânia! Nem acredito que namorei contigo. Anda Melissa.
O Nélson puxou a Melissa e levou-a para fora da sala. A Vânia sentou-se no chão e começou a chorar. A directora foi ter com ela.
- Menina Vânia, isto foi inadmissível!
- Eu vou para casa por uns dias, acho que é melhor professora. -disse ela, levantando-se.
- Não, não é. Vai ficar comigo este fim-de-semana, sozinha. Só eu e a menina.
- Tudo bem, directora.
A Vânia saiu da sala e os alunos também saíram. A directora suspirou e voltou para o gabinete. A Fabiana foi ter com a amiga preocupada.
- O que te aconteceu Vânia?
- A Melissa é que me anda a meter medo.
- Não pode ser! -exclamou chocada a Fabiana.
- Tanto pode como é. Eu sabia que ela tinha inveja de mim mas não sabia que ela era capaz de fazer aquilo.
- E tu perdeste a razão batendo nela.
- O pior não é isso.
- E qual é?
- O Nélson. Agora é que ele nem vai olhar para a minha cara.
- Mas vocês acabaram em bem.
- Sim.
- A não ser que tu ainda sintas algo por ele.
- Acho que sim.
A Fabiana abraçou a Vânia.
- Vais ver que vai correr tudo bem!
As duas foram ao bar.

Pronto.
Vocês acham que é a Melissa que está a fazer tudo isto? Quem será a menina de cabelo preto?
O que irá acontecer com a Vânia no tempo em que estiver com a directora?
As respostas as estas perguntas vão ser dadas nos capítulos seguintes.

Bjs :)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Capítulo 6 e Capítulo 7

Olá Pessoal!
Aqui estão os capítulos 6 e 7 para vocês. Espero que estejam a gostar da história.

Anónimo: Obrigada pela crítica. Bjs.

Sophia Gomez: Não tem problema, Sophia. Quando puder comenta. Obrigada. Bjs.

Elisa Rodrigues: Obrigada, tive a reler e sim, tenho alguns. Obrigada pelo aviso.

Chris: Oi Chris! Obrigada por entender o Português/Portugal. Imagino que seja difícil para as pessoas brasileiras que lêem o meu blog mas como é tudo português, acho que todos nos entendemos mutuamente. A história Profissão Sexual ainda não está publicada. Irá ser publicada neste blog depois da história O Que Espero Encontrar que está neste momento lá.
Eu reli o capítulo 3, na verdade, imaginando menos 3 horas e pensando que elas começam a estudar às 8 da manhã eu acho que, mesmo sendo de manhã, as pessoas vão pensar que é de noite porque ainda vão dormir. Decidi escrever numa forma básica porque era numa fala de um personagem mas acho que não correu muito bem porque, pensando nessa forma, o que eu escrevi está errado.
Obrigada pelo comentário.

Susane: Obrigada Susane. Volte sempre.

Antes de postar, devo dizer que um dos capítulos é um especial aniversário. O Nuno, um dos leitores deste blog, faz anos hoje.
Parabéns Nuno! Espero que gostes.

Capítulo 6

Um novo dia apareceu, pior para a Melissa. Durante toda a manhã, receou que algo lhe acontecesse. Enquanto estava deitada, sem sono, na cama, chegou a imaginar o que será que estava a acontecer e a confrontar, mas ela conhecia-se demasiado bem para pensar se teria mesmo coragem para o fazer. Ela tinha a certeza que algo de estranho se estava a passar naquele colégio. E embora não admitisse que fosse algo com a Vânia, ela sabia que poderia ser. Com pressa que o dia acabasse, foi a primeira a chegar à primeira aula. Quando chegou à sala viu que estava algo escrito no quadro e reparou que estava dirigido a ela. “Melissa, és a próxima, ou sais deste colégio ou sofrerás as consequências”. A Melissa começou a chorar enquanto se sentava na cadeira. “Quem é que faz isto? O colégio não está assombrado coisa nenhuma” -pensou ela. Melissa levantou-se da cadeira e gritou. Segundos depois, a Estela e os amigos estavam ao lado dela.
- O que se passa Melissa? -perguntou o Nélson.
A Melissa apontou para o quadro. O Nélson olhou e ficou boquiaberto.
- O que é isto?
A directora olhava para o quadro atentamente.
- Isto é alguma piada? Quem fez isto?
A Vânia interveio.
- Não se vê que foi ela própria que escreveu isso.
A directora olhou para a Vânia com um olhar reprovador.
- Menina Vânia no meu gabinete já!
A Vânia saiu da sala.
- Professor Artur faça a sua aula sem a menina Vânia por enquanto.
- Claro.
A Fabiana interrompe.
- Directora, desculpe mas a Vânia não fez nada disto no quadro.
- Não defenda a sua colega sem provas menina Fabiana.
A Fabiana baixou a cabeça. O professor Artur apagou o quadro e começou a sua aula. A directora foi falar com a Vânia.
- Diga-me menina Vânia, a menina não simpatiza muito com a menina Melissa, verdade?
- Na verdade não directora.
- Então a menina vai ser castigada.
- Porquê? -perguntou assustada a Vânia.
- A menina podia fazer isso à sua colega.
- Mas não tem provas.
- Não tenho mas prefiro cortar o problema pela raiz.
- Qual é o meu castigo?
- Vai ficar uma semana sem ver os seus pais.
A Vânia respirou fundo.
- Está bem, directora.
- Vá para a aula menina Vânia.
A Vânia saiu do gabinete da directora.

Capítulo 7

A Vânia entrou dentro da sala.
- Entra Vânia! Estava a começar a dizer que íamos ler um excerto de uma história parecida com a deste colégio mas sem as partes assustadoras.
A Melissa olhou para a Estela e para os três irmãos.
- Melissa, a menina podia ler o primeiro parágrafo?
A Melissa leu o primeiro parágrafo. Arrepiou-se ao ler. A Estela sentiu-se meio incomodada.
- Estela continue. -pediu o professor.
Seguiu-se o Nélson, a Vânia, o Fábio e o Raul. A Melissa chegou a questionar-se se o professor sabia do que se passava. A aula parecia não ter fim mas quando finalmente acabou, a turma saiu quase às pressas para fora da sala. A Vânia foi ter com a Melissa.
- Eu fui culpada de algo que tu fizeste.
- Eu não fiz nada Vânia.
A Vânia abanou a cabeça.
- A próxima que tu me fazeres isto estás feita.
E sem dizer mais nada saiu para o bar. O Nélson foi ter com a Melissa.
- Olá!
- Olá!
- Estás melhor?
A Melissa afirmou com a cabeça.
- Eu vi o que a Vânia te disse. -disse ele.
- Mas eu não tive a culpa.
- Eu sei que não, passa-se algo neste colégio.
- O colégio não pode estar assombrado.
- Talvez. Mas agora não vamos falar mais disto. Queres ir ao bar?
- Pode ser.
A Melissa e o Nélson foram ao bar deixando os dois irmãos e a Estela sozinhos.
- Pessoal, já que o meu irmão decidiu ir com a Melissa e esqueceu-se de nós, eu vou ter com a Camila. Vemo-nos na aula de Espanhol. -disse o Raul saindo.
O Fábio respirou fundo.
- Parece que ficámos só nós os dois.
A Estela sorriu.
- Sim, parece que sim.
Eles ficaram a falar indo a caminho do bar.

Tinha chegado o tempo da aula de Espanhol. A professora, alta de cabelo preto, já aguardava a chegada dos alunos na sala. Quando a Melissa entrou dentro da sala, a professora, de seu nome Emília, entregou-lhe um envelope dizendo que alguém pediu que lhe entregasse. A Melissa abriu e assustou-se quando reparou que era um recado escrito a tinta vermelha e dizia o seguinte: “Melissa vais sofrer as consequências”. Melissa olhou para todos os seus colegas de turma e reparou que a Vânia estava com um sorriso cínico para ela. A Melissa saiu da sala a correr sem pedir autorização à professora. Olhares curiosos olhavam para a porta pela qual a Melissa tinha saído. Ela foi para o gabinete da directora.
- O que aconteceu menina Melissa? -perguntou a directora preocupada quando a viu entrar.
- Veja isto directora. -disse a Melissa entregando o papel.
A directora pegou no papel e leu.
- Quem fez isto?
- Vi a Vânia a olhar para mim com um sorriso cínico.
A directora afirmou com a cabeça.
- A menina Vânia precisa de um castigo maior. Pode ir menina Melissa. Eu ficarei com o papel para entregar aos pais dela.
A Melissa saiu do gabinete da directora e voltou à sala pedindo desculpas à professora. Minutos depois, a directora apareceu na sala para falar com a Vânia. A directora e a Vânia foram falar no gabinete.
- A menina Vânia precisa de um castigo maior.
- Porquê? O que é que eu fiz?
- Pregou sustos à sua colega Melissa.
- Eu prego sustos a ela? Ela é que prega a mim e eu é que sou a culpada?
- Mandou-lhe este papel. -disse a directora mostrando o papel.
- Eu não escrevi nada para ela.
- Eu vou falar com os seus pais menina Vânia.
- Mas eu...
- Pare! Vá para a sua aula agora. Irei falar com os seus pais e contar o que aconteceu e eu pensarei num castigo para a menina. -disse firme a directora.
A Vânia saiu do gabinete da directora. 
“Não é justo. Eu não fiz nada. Aquela Melissa vai sofrer.” -pensou a Vânia entrando de novo na sala.

Aqui está. Pronto.
Espero que tenham gostado destes dois capítulos.

Divulgação: Muito prazer, eu me chamo ilusão
Vejam o blog da Lulli. O blog dela está no começo mas parece ser bom.

Bjs :)

sábado, 7 de setembro de 2013

Capítulo 5

Olá Pessoal!
Obrigada pelos comentários ao capítulo anterior.
Espero que estejam a gostar da história.
Fiquem agora com o capítulo 5.

O Nélson tinha colocado a Vânia na cama dela. A directora deu-lhe o copo com água e açúcar.
- A menina Vânia sofre de alguma doença, tem algo que eu deva saber?
A Vânia tremia dos pés à cabeça e simplesmente abanou a cabeça à professora dizendo que não.
- Então tente dormir. Nélson, sei que isto vai contra as regras mas primeiro que tudo está a protecção dos meus alunos, por isso fique com ela mas durma na cama da menina Fabiana.
- Claro, directora.
- Boa noite. E as melhoras menina Vânia.
A directora saiu do quarto fechando a porta atrás de si e o Nélson falou com ela.
- O que se passou Vânia?
- A rapariga apareceu atrás de mim.
- Qual rapariga?
- A menina que eu vi antes, com cabelos pretos e vestido branco.
- Vai dormir Vânia, de certeza que foi só um pesadelo.
- Tens a certeza?
- Eu te garanto.
E eles começaram a dormir.

Horas passaram e a Vânia acordou. O Nélson estava a olhar para ela.
- Bom-dia! -exclamou ele meio preocupado.
- Bom-dia!
- Como estás?
- Melhor.
- Pronta para mais um dia de aulas?
- Tem que ser. -respondeu ela a sorrir -obrigada por teres estado aqui.
- O que é isso? Nem era preciso isso.
Eles sorriram um para o outro.
- Eu preciso de me ir vestir, até já. -disse o Nélson se levantando da cama da Fabiana.
- Até já.
O Nélson saiu do quarto da Vânia. Meia hora depois já as aulas tinham começado. A Fabiana soube tudo o que se tinha passado pela Vânia e ela não queria acreditar. Era incrível.
- Eu juro que não acredito no que disseste. O colégio só pode estar assombrado, ninguém iria brincar com estas coisas.
- Pois mas eu não sei se foi mesmo um pesadelo ou não. Eu tenho quase a certeza que não.
- Então não sei o que aconteceu.
- Isto foi estranho.
- Eu sei que é.
A conversa das duas continuou até ao final do intervalo. As aulas continuaram e no final das aulas, de noite, a Estela e a Melissa foram para o quarto. A Melissa no seu telemóvel tinha escrito o seguinte: “És a próxima! Sai daqui, vai-te embora ou verás as consequências.”
- Estela!
- Sim? O que se passa?
- Tu foste ao meu telemóvel?
- Não. Porquê?
- Então isto anda muito estranho. Esta mensagem foi escrita no meu telemóvel. -disse a Melissa entregando o seu telemóvel para a Estela.
A Estela pegou no telemóvel e leu.
- Tu és a próxima? O que é que isto quer dizer?
- Não sei mas começo a ficar com medo.
- Será que tem alguma coisa a ver com a Vânia?
- Espero que não. -disse a Melissa, assustada.
- Vamos dormir. De certeza que isso foi só uma brincadeira. -disse a Estela a sorrir.
- Vamos.
Elas foram para as suas camas. 
O perigo estava a chegar?!

Aqui está. Pronto.
Espero que tenham gostado deste capítulo.

Bjs :)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Capítulo 4

Olá Pessoal! Aqui está o capítulo 4. Espero que estejam a gostar da história. Obrigada pelos comentários.

Nuno: Vais ver daqui a uns capítulos. Obrigada pelo comentário.
André Matos: Obrigado pelo comentário e pela ideia.
Lulli Lovato: Ainda bem que gostaste. Bjs e obrigada pelo comentário.

Aqui está o capítulo 4 para todos vocês.

A Vânia e o Nélson estavam no gabinete da directora.
- Vocês estão bem? Nélson, Vânia, eu sei que os meninos namoram mas...
O Nélson interrompe a directora.
- Nós já não namoramos.
A directora olhou séria para os dois adolescentes.
- Então porque é que o menino Nélson estava a dormir com a menina Vânia?
- Eu assustei-me directora.
- Com o quê menina Vânia?
A Vânia e o Nélson olharam um para o outro.
- Foi só um pesadelo que a Vânia teve directora. -disse o Nélson.
- Tentem não fazer isto muitas vezes. A sua colega de quarto não está cá hoje Vânia e queria que a menina tivesse mais respeito.
- Desculpe directora. -disseram eles.
- Vão embora! Dentro de 3 horas estão a ter aula.
A Vânia e o Nélson saíram do gabinete da directora.
- Vais ficar bem? -perguntou o Nélson.
A Vânia afirmou com a cabeça.
- Então eu vou para o quarto.
- Eu vou beber água e depois volto para a cama.
Ele sorriu.
- Então, até já.
- Até já.
O Nélson começou a andar mas a Vânia chamou-o.
- Obrigada Nélson.
- Quando precisares estou aqui.
- Pensava que a nossa relação tivesse mudado da última vez que falámos.
- A nossa relação não ficou má Vânia. Tu é que mudaste.
A Vânia sorriu.
- Talvez Nélson, talvez.
E começou a andar.
“Não sei o que se passa comigo. Eu não o amo.” -pensou a Vânia enquanto ia a caminho do refeitório. Pegou numa garrafa de água, abriu-a e começou a beber. Atrás dela estava a rapariga de cabelo preto e com a camisa de dormir branca. A Vânia não reparou que ela se inclinou para o seu ouvido e sussurrou:
- Vai embora.
A Vânia virou-se rapidamente e com o susto deixou cair a garrafa de água.

Entretanto o Nélson estava no quarto com os irmãos.
- Assustei-me. Aquilo estava escrito no espelho...a sangue.
- Nélson, tu não estás bem. -disse o irmão Fábio.
- Sim Nélson, um recado escrito a sangue? Isso foi algum pesadelo que tiveste. -disse o Raul.
- Eu estou a falar a sério.
Nesse momento ouvem um grito.
- O que foi isto? -perguntou o Fábio.
- Foi a Vânia. Tenho a certeza. -disse o Nélson saindo a correr do quarto.
O Fábio e o Raul foram atrás. Quando chegaram lá, estava um grupo de gente a impedir a vista. A Melissa e a Estela estavam lá e os rapazes foram ter com elas.
- O que se passou? -perguntou o Fábio.
- A Vânia sentiu-se mal. É tudo o que sei. -respondeu a Estela.
Os rapazes olharam para a Vânia. O Nélson foi ter com ela.
- O que se passa contigo?
- Nélson, eu não quero estar aqui, eu não quero!
A Vânia chorava ao mesmo tempo que gritava. Era assustador. A directora aparece, preocupada.
- O que se passa aqui?
O Nélson respondeu:
- A Vânia gritou e fomos ver o que se passava e a vimos assim.
- Traga um copo com água e açúcar à menina Vânia. -disse a directora a um rapaz que estava ao lado dela.
A Melissa sussurrou para a Estela.
- A miudinha está com medo.
- Eu acho que é verdade Melissa.
- Não sei, não.
A directora falou com o Nélson.
- O menino Nélson pode levar a menina Vânia para o quarto?
- Claro, directora. -disse ele pegando na Vânia ao colo.
- Vocês podem ir para os vossos quartos.
Os alunos foram para os quartos e só ficaram o Nélson e a directora com a Vânia.

Aqui está. Pronto.
O que acharam do capítulo? E de todas estas coisas estranhas que acontecem no colégio?
Quero saber a vossa opinião pois esta história é um pouco diferente de A Escola do Terror e o Encontro com o 666. Tem mais terror.

Bjs :)